"Ninguém me há de ver chorar" de Cristina Rivera Garza

17:41


P.V.P.: 13,95 € (aqui)
Data de Edição: 2012
ISBN: 9789722524155
Nº de Páginas: 216
Editora: Bertrand Editora

Partindo de factos reais, Cristina Rivera Garza constrói uma novela inspiradora, numa viagem aos limites do desejo e da loucura.

Sobre a obra:
Estamos no ano de 1920 e Joaquín Buitrago, cuja atormentada vida o levou a tornar-se fotógrafo de pacientes do manicómio mexicano La Castañeda, encontra entre as mulheres que retrata Matilda Burgos. Obcecado com a identidade desta doente, uma vez que está convencido de que a conheceu anos antes no célebre bordel La Modernidad, trata de reunir informações sobre ela. Tal como Joaquín vai descobrindo a pouco e pouco, Matilda, que nasceu nos campos onde se cultivava a perfumada baunilha, chegou de pequena à capital para cair nas mãos de um familiar que a usou para pôr em prática uma singular teoria médico-social. A maré de recordações, a partir da qual vai surgindo a turbulenta existência de Matilda, provoca também no fotógrafo uma reflexão acerca da sua própria vida e da sua dependência dos narcóticos.


«Joaquín já não se pergunta o que procura em Matilda Burgos. Agora a única coisa que lhe interessa saber com certeza é o que encontrou nela. As suas escassas horas de sono são leves, gastas rapidamente, como se temesse estar a perder o tempo. Há presteza nos movimentos do seu corpo, reflexos. Mal acorda, Joaquín estica o braço para baixo do seu catre para pegar no caderno de grossas capas negras onde noite após noite transcreve algumas sombras da vida de Matilda. A sua afeção mental. A sua condição. São apontamentos escritos a toda a velocidade. Gatafunhos sem pontuação, frases entrecortadas e fragmentos organizados sem método algum que só ele será capaz de entender depois. Taquigrafia sentimental. As notas devolvem-lhe a vida de manhã, certo sobressalto que julgava totalmente perdido. Em 1908, quando Joaquín fotografou Matilda pela primeira vez, nunca imaginou que algum dia a voltaria a ver; nunca imaginou que a vida de Matilda chegaria a ser a chave da sua própria vida. (…) «O que nos aconteceu, Matilda?» O manicómio está saturado de gritos e nenhum deles é a resposta desejada.» (página 101)

Sobre autor:
Cristina Rivera Garza nasceu em Matamoros, no México, em 1964. Doutorada em História, foi professora em várias universidades norte-americanas e, desde 1997, ensina História do México na San Diego State University. É autora de dois livros de relatos: La guerra non importa (Prémio Nacional 1987) e Ningún reloj cuenta esto, do livro de poesia La más mía e dos romances Desconocer (finalista do Premio Juan Rulfo 1994) e La cresta de Ilión. Ninguém me há de ver chorar, o seu segundo romance, mereceu os mais rasgados elogios por parte de escritores como Carlos Fuentes e prémios como o Premio Nacional de Novela, o IMPAC-Conarte-ITESM 1999 e o Sor Juana Inés de la Cruz 2001. Neste romance confluem as duas grandes paixões da autora, a literatura e a história.

http://www.cristinariveragarza.blogspot.pt/


Imprensa:
«Estamos perante uma das obras de ficção mais notáveis da literatura, não apenas mexicana, mas em língua castelhana deste virar de século.»
Carlos Fuentes

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