"SAGAL - Um herói feito em África" de António Brito

23:02


P.V.P.: 12,96 € (aqui)
Data de Edição: 2012
ISBN: 978-972-0-04231-6
Nº de Páginas: 272
Editora: Porto Editora

Ele veio para ficar
SAGAL é o herói pelo qual todos esperávamos

Uma nova linha de livros de ação e aventura está prestes a chegar às livrarias: SAGAL – Um herói feito em África, de António Brito, apresenta-nos o herói que promete combater as injustiças com que nos deparamos nos nossos dias. O primeiro título desta coleção, publicado pela Porto Editora no dia 27 de abril, incide sobre o nascimento do herói, nomeadamente sobre a sua passagem pela guerra do Ultramar, enquanto paraquedista.
Drogas, corrupção, marginalidade e violência são problemas do nosso quotidiano e fonte de inspiração para António Brito, que os torna pano de fundo das perigosas aventuras de Sagal.
António Brito é autor de Olhos de caçador e O céu não pode esperar, dois romances de guerra inspirados na sua própria experiência no Ultramar.

Sobre a obra:
Emiliano nasceu num bordel. Abandonado pela mãe, cresceu na Casa Pia, de onde fugiu para a marginalidade. Alistou-se nos paraquedistas para escapar à polícia. Na guerra, em Moçambique, conquista o nome que o celebrizou: leão do Sagal. Na guerra civil de Angola combate como mercenário. Ferido e traumatizado, regressa a Lisboa, à cidade, aos contactos com o submundo e à intriga política. É mulherengo e sedutor, mas as mulheres maltratadas sentem-se protegidas por ele. Da «tia» Lola, a dona do bordel que o acolheu em criança, lembra-se com grande ternura. Vai trabalhar num supermercado, e um dia um assalto violento desperta o Sagal guerrilheiro. Organiza a defesa do supermercado como se este fosse um acampamento no mato, cercado pelo inimigo. A fama de Sagal espalha-se; a sua vida nunca mais será a mesma.

Sobre autor:
António Brito é licenciado em Direito e trabalhou em empresas multinacionais. Nasceu entre as serras do Açor e do Caramulo, concelho de Tábua, distrito de Coimbra. Antigo combatente da guerra colonial, alistou-se aos dezoito anos na Força Aérea, nas Tropas Pára-quedistas, sendo mobilizado para a guerra em Moçambique. Combateu os guerrilheiros nacionalistas em algumas das mais importantes operações militares de toda a guerra ultramarina: nas florestas da serra Mapé, nos pântanos do rio Rovuma, no planalto dos macondes, no vale do rio Messalo. Colaborou com jornais de Moçambique e Portugal, contando histórias de guerra e de homens vivendo para lá dos seus limites.
A Sextante Editora publicou os seus romances Olhos de caçador (2007) e O céu não pode esperar (2009), baseados nas suas vivências africanas na guerra de guerrilhas no antigo território português do Índico. Olhos de caçador foi considerado um dos melhores livros escritos em língua portuguesa sobre a guerra colonial, a condição de soldado e a solidão do combatente, revelando o seu lado desconhecido.


Imprensa:
Sobre Olhos de Caçador:
Um documento fortíssimo, muito bem escrito.
Lídia Jorge

Um dos melhores romance-testemunho sobre a guerra colonial.
Luís Caetano

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2 comentários

  1. (devido aos erros e imprecisões, solicito alteração do comentário que enviei há minutos. Obrigado)
    Sagal não é Zé Fraga (de Olhos de Caçador). Sim, ambos se sustentam do orgulho de combatentes. Ambos fazem da violência um modo de vida. Mas Sagal leva mais longe a ânsia de poder. E se em Zé Fraga se esbate a tendência de louvar o herói e a política que o alimenta, em Sagal é preto no branco: Sagal abomina camaradas e partido único, tirando os camaradas da tropa que alinham com ele e a ANP em Portugal e o regime de Bota na África do Sul como regimes de partido único ao serviço de quem se coloca sem pestanejar (claro, porque do outro lado estão os comunista dos partido único!!!). Sagal é sobretudo anti-comunista, e comunista é ser preto, pertencer a sindicatos e comissões de trabalhadores. Sagal promete continuar a saga de justiceiro por conta. De certo modo faz lembrar o justiceiro antissocial dos primeiros filmes de Clint Eastwood. Será que evoluirá, como este, para justiceiro social? Nada o faz prever, sobretudo quando reage afirmativamente a um novo contacto de um regime em estertor, o do «apartheid» sul-africano. Sagal é não apenas um herói feito em África, é um herói parido pela cartilha do Estado Novo e incapaz de despir essa pele. E isto não é trauma de guerra. É trauma de infância!

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  2. Aqui o "camarada" Luis Ladeira, não tem contemplações, é um visionário, descobre que o Sagal é da ANP (não sei de onde ele tirou essa conclusão), descobre que todos os pretos são comunistas (não sei onde ele viu isso, pois ao lado dos Sagais, combateram muitas pessoas de tez negra). Descobre que os Sagais são violentos, mas, o que é curioso (como de costume) não menciona os massacres que aconteceram em todos os Países onde o comunismo entrou, nomeadamente, após a retirada das nossas tropas em Angola, Guiné e em Moçambique, onde morreram muitas dezenas de milhar de pessoas (pretos e brancos), por culpa de muitos traidores que se intitulam de portugueses.

    Enfim é um rol de disparates de quem anda com azia desde 1989.

    Por outro lado o "camarada" Luís ainda não percebeu que a "cartilha/cassete" dele está gasta, que já caiu em desuso há décadas, que assim já não vai enganar muitos incautos.

    No fim o livro apenas retrata aquilo que muitos dos jovens que combateram em África pensavam na altura(e que o tempo lhes veio a confirmar), claro que há sempre excepções, neste caso houve um punhado de cobardes e de traidores, alguns ainda deambulam por aí, que na altura já andavam a pensar em tomar conta do Burgo para se aproveitarem disto.

    Foi uma pena o povo da altura não tivesse os olhos mais abertos, caso contrário, esta escumalha e os seus descendentes não se teria apoderado de Portugal. No fim a referida relé nem têm ideologia, são apenas uns reles oportunistas que andam a dar cabo de tudo para se aproveitarem ao máximo do que puderem.

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