Tempo Para Falar de Helen Lewis

17:05

P.V.P.: 13,95 €
Data de Edição: 2013
Nº de Páginas: 152
Editora: Editorial Planeta
Helen Lewis sobreviveu a dois campos de concentração nazi.
A sua história, aterradora, hipnotizante e de uma coragem ímpar, é narrada na primeira pessoa sem o mais pequeno tom de autopiedade.
Um livro de memórias, desprovido de especulações ou lições de moral, que é uma verdadeira celebração da vida.
Sobre a obra:
Quando a Checoslováquia foi invadida pela Alemanha nazi em 1939, Helena Katz encontrava-se em Praga, a estudar ballet, embora como judia não lhe fosse permitido actuar em público devido às leis anti-semitas.
Helen e o primeiro marido Paul Hermann foram expulsos de Praga e enviados em 1942 para Terezin, e depois para Auschwitz, onde foram separados, e nunca mais se viram.
Em Auschwitz Helen foi escolhida para a denominada «selecção» do Dr. Josef Mengele, o famoso Anjo da Morte, tendo sobrevivido a experiências horrendas.
Quando os prisioneiros de Auschwitz foram libertados em 1945, Helen encontrava-se gravemente doente com febre tifóide.
Foi salva quando um soldado russo a ajudou na marcha de Stutthof que matou milhares de pessoas.
Harry Lewis, um antigo amigo de Praga, que fugira para Belfast antes da guerra, viu o nome de Helen numa lista de sobreviventes publicada pela Cruz Vermelha. E como diz a sobrevivente, foi outro feliz acidente que a levou até Harry. Acabaram por se casar em 1947.
Quando os filhos atingiram a idade adulta, Helen ficou preocupada com reacção deles, quando lhe perguntaram que número era aquele tatuado no seu braço.
Decidiu então contar as experiências de perseguição nazista de que foi alvo.
Foi uma defensora acérrima e inflexível de que os sobreviventes não deviam tentar proteger os filhos do passado dos pais.
Helen sobreviveu para ensinar os jovens de Belfast a dançar e para da ao mundo o seu testemunho arrasador.
Morreu na véspera de Ano Novo de 2009, aos 93 anos de idade.
Sobre autor:
Helen Lewis nasceu em 1916 em Trutnov, na Checoslováquia. Terminado o secundário, candidatou-se com êxito à Escola de Dança Milca Mayerovà, de Praga.
Enquanto estudava começou também o curso de filosofia na Universidade Alemã.
Casou em 1938, e em 1942 foi deportada, com o marido, Paul, para o campo de concentração de Terezín.
Em Maio de 1944 foi transferida para Auschwitz, onde a separaram do marido.
Depois da libertação, regressou a Praga e foi lá que soube que ele não sobrevivera.
Em 1947, casou-se com Harry Lewis, um velho amigo que havia fugido para Belfast antes da eclosão da guerra. Depois do nascimento dos dois filhos, Helen voltou a envolver-se no mundo da dança, em trabalhos de coreografia para teatro e ópera.
Os seus ensinamentos levaram à fundação do Belfast Modern Dance Group, pioneiro da dança moderna na Irlanda do Norte.
Imprensa:
«Em Tempo para Falar, Helen Lewis traça-nos um mapa do Inferno e, ao fazê-lo, oferece-nos uma obra de arte sem mácula. Nunca põe um pé em falso ao guiar-nos através de uma paisagem de pesadelo. A sua voz não se altera, o seu estilo permanece simples. Uma forma modesta de se exprimir que esconde a angústia da recordação.»
Michael Longley

«É a história de um sofrimento quase inacreditável, mas contada de uma maneira que quase infunde alegria no leitor… notável pela sua simplicidade e lucidez elegíacas, pelo ímpeto irresistível, pela integridade insuperável e pela impressionante ausência de autocomiseração e rancor. Em suma, de abordagem fácil, empolgante e de uma honestidade evidente… todos deviam lê-la.»
Independent

«O que distingue este livro de todos os relatos em primeira mão do Holocausto é a capacidade evidenciada por Lewis para descobrir traços de humanidade, onde, com toda a justiça, não tinha razões para os ver… recusa-se a desumanizar mesmo aqueles que tentaram arrancar-lhe tudo quanto tinha de humano - um feito raro para qualquer pessoa na sua situação.»
Guardian

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