Cidade Proibida de Eduardo Pitta

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P.V.P.: 12,60 € 
Data de Edição: 2014
Nº de Páginas: 144
Editora: Editorial Planeta
Uma história de amor e sexo passada em Lisboa, entre um filho de muito boas famílias, da melhor sociedade lisboeta, e um inglês que aqui trabalha como professor.
Com a homossexualidade como pano de fundo, Eduardo Pitta retrata neste romance singular uma Lisboa de privilegiados, onde o amor ocupa um lugar sempre periclitante.
Sobre a obra:
Cidade Proibida é o retrato de uma certa Lisboa, na actualidade. Uma cidade onde Rupert e Martim decidem viver juntos, mesmo que o tenham de fazer num meio tradicional, endinheirado e snob que poderá vir a cavar um fosso irremediável entre ambos. Mas o encontro que mudou a vida dos dois justifica esse desafio. Rupert é inglês e está em Lisboa como professor.
Martim nasceu e estudou no Estoril, doutorou-se em Oxford e mantém uma assessoria régia numa holding de comunicação.
É em Londres, que Rupert conhece Martim. De regresso a Portugal, Rupert troca o seu modo de vida pelo de Martim.
Por seu intermédio, acede a um meio que lhe é completamente estranho, o das famílias tradicionais com casa no Estoril e assento em poderosos conselhos de administração.
Contrariado, vê-se obrigado a privar com homens arrogantes com quem Martim estava habituado a programar temporadas de ópera em Nova Iorque e Salzburgo, carnavais em Veneza e compras em Milão.
Rupert sabe que não faz parte desse mundo. Tudo visto, a única cedência de Martim foi ter concordado em deixar o gato em casa da mãe para irem viver juntos. No resto, manteve-se inflexível. E um certo alheamento da realidade fez com que levasse tempo a perceber que a história de ambos era atravessada por zonas de sombra...
Sobre autor:
Nasceu em 1949. É poeta, escritor, ensaísta e crítico. Tem poemas, contos e ensaios publicados em revistas de Portugal, Brasil, Espanha, França, Itália, Colômbia, Inglaterra e Estados Unidos.
Entre 1974 e 2013 publicou dez livros de poesia, uma trilogia de contos, um romance, cinco volumes de ensaio e crítica e dois diários de viagem.
Em 2008, adaptou para crianças O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queiroz. Os títulos mais recentes são Desobediência (2011), Cadernos Italianos (2013) e o volume de memórias Um Rapaz a Arder (2013).
Participou em congressos, seminários e festivais de poesia em Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Colômbia.
É colunista da revista LER, crítico literário da revista Sábado e autor do blogue Da Literatura.
Tudo sobre o autor em www.eduardopitta.com
Imprensa:
“Acabei de reler o primeiro romance de Eduardo Pitta: Cidade Proibida. A impressão inicial mantém-se: do ponto de vista formal, este livro é uma raridade em Portugal. Pitta sabe contar uma história. A fluidez narrativa é a técnica literária mais difícil de encontrar na prosa portuguesa, ainda e sempre marcada por obscuras divagações metafísicas. Pitta tem outra característica invulgar entre nós: as suas frases são enxutas e limadas até ao limite. Pitta é um grande poeta, mas é na prosa que poderá marcar a diferença. Cidade Proibida é um bom romance de alguém que revela potencial para escrever grandes romances.”
Henrique Raposo, Expresso

«Com uma tessitura que atravessa mais de 40 personagens, Cidade Proibida é uma história com muitas histórias lá dentro. [...] O sexo é apresentado a cru, os tiques mostrados sem contemplação, a História portuguesa recente mencionada sem pruridos ou filtros de boa consciência. Por tudo isto, obra de «género» ou não, Cidade Proibida é um romance igual a poucos.»
João Villalobos, Blitz

«Em Cidade Proibida deparamos com um fresco ao mesmo tempo minucioso, cruel e desencantado da sociedade portuguesa contemporânea. [...] Não tenho dúvidas aliás de que Cidade Proibida, se Pitta fosse inglês, seria facilmente candidato ao Booker. Mas será que teria (ou terá) hipóteses, em Portugal, de ganhar um merecido prémio da APE?»
José Mário Silva, Diário de Notícias

«A obra de Eduardo Pitta é corajosa, desassombrada, inteligente, clara e escrita com paixão e sabedoria. É difícil, na Literatura Contemporânea, ler um bom livro em que se fala livre e fulgurantemente de sexo, do prazer erótico e da transgressão. E, também, da perda. Eduardo Pitta fá-lo com a mestria de um grande narrador.»
Helena Vasconcelos, Público

«Em foco, o romance Cidade Proibida, estreia produtiva de Eduardo Pitta na ficção de longo fôlego, decisiva contribuição à consolidação do relato de contorno gay em Portugal.»
Edgard Pereira, Colóquio-Letras

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