Opinião - Maze Runner - Correr ou Morrer de James Dashner | Editorial Presença

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Opinião:
Começamos com Thomas na sua subida no elevador que o transporta até à Clareira, o local onde este rapidamente se destaca e onde começa a ter flashes de memória de já conhecer aquele local, bem como as pessoas e os seus objectivos.
Thomas é um jovem astuto, persistente e aventureiro. Rapidamente com as suas atitudes desperta a atenção dos líderes de cada um dos grupos de rapazes que estão presentes na Clareira, o local misterioso que nenhum se lembra como lá foi parar, onde estes coordenam os jovens nas suas distintas tarefas. Como caloiro, Thomas, faz uma curta passagem por uns grupos, mas as sua vontade e objectivo de integrar os Exploradores é tão forte que não desiste da mesma e quando esta oportunidade de se demonstrar capaz de integrar o grupo surge, ele não a deixa escapar e mostra toda a sua bravura e astúcia. Como a sua relação com o líder Gally, já era problemática esta piora a cada passo que Thomas dá, pois Gally insiste que tudo acontece de mal por culpa do jovem e da vinda de uma rapariga dias após a chegada de Thomas, coisa que nunca acontecera, pois apenas chega um jovem por mês, muito menos uma rapariga. Junto com ela vem uma mensagem que os deixa ainda mais confusos e perdidos, etc etc… o resto se já viram o filme sabem mais ou menos o que acontece, se já leram já sabem, se não fizeram um nem outros, comecem pelo livro, pois eu li o livro, depois de ver o filme e, para não variar, existem muitas diferenças. O filme está muito bom, mas o livro está ainda melhor, pelo menos eu gostei muito mais. 

Começo por dizer que as personagens, como vi o filme  primeiro, já estava com a ideia construída acerca de cada uma, e Thomas é realmente aventureiro, encorajador, amigo do próximo e atencioso com o jovem Chuck, o miúdo que é o pequenote desamparado e penso que um pouco “desligado” do grupo; Gally é o revolucionário, sedento de poder e que não gosta que vão contra as ideias dele; Alby é o líder total, um presidente, que todos seguem e respeitam o mais antigo de todos, encontra-se na Clareira à 3 anos; Newt é um jovem simpático e justo, que logo começa a criar amizade com Thomas, tal como Minho, que é o líder dos Exploradores (estes são os tipos que correm diariamente por todo o labirinto para descobrir uma saída); Teresa é a misteriosa rapariga e há mais, mas pouco relevantes no livro.

O espaço é original, temos um autor que nos cria uma “Clareira”, que se localiza no centro de um enorme labirinto que se transforma todos os dias que parece um local sem saída, com monstros absolutamente criativos, que são uns predadores assassinos controlado por quem os colocou lá; Super elaborado, com quinta de cultivo, floresta, zona de lazer, habitações e armazéns, bem… todos os espaços de acção são originais, e muito bem criados.

A acção existe e numa boa escala, principalmente quando sabemos que tudo aquilo que passa fora das 4 enormes muralhas que os fecham na Clareira, é uma verdadeira aventura. Quando os monstros  chamados de Magoadores aparecem, começa um verdadeiro contra relógio, e isso é-nos transmitido na escrita. Todo o sofrimento proveniente dos ataques do Magoadores, dos amigos que estão a passar pela transformação, a revolta e ira de quem passou pela mesma e se vira a Thomas, entre outros, para mim é um pouco contagiante. 

Como referi, vi o filme e depois li o livro, se calhar se tivesse sido o inverso, seria outra a minha opinião, mas como o fiz assim, fiquei bastante satisfeito com o resultado livro, pois esta mais completo, mais rico de conteúdo que no filme não passou, e a forma como as coisas acontecem é diferente. O livro está muito bom e a história muito original.

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