Editora Guerra & Paz | "Apocalipse / Apocalipse" de D. H. Lawrence e João de Patmos

11:00

P.V.P.: 15,75 € 
(à data da publicação deste post)
Nº de Páginas: 296


Sobre a obra:
Os tempos não podiam estar mais propícios. Com Putin na Rússia, Trump na América, Maduro na Venezuela, Assad na Síria, as trombetas da maldição parecem tocar enfurecidas aos ouvidos da humanidade. ESTES SÃO TEMPOS APOCALÍPTICOS e viva Portugal.

A Guerra e Paz Editores, com grande sentido de missão, e antes que caia a Grande Babilónia, põe nas mãos dos portugueses o Livro Amarelo do Apocalipse. Dois apocalipses até. O de João e o de Lawrence. Mas vamos então por partes.


Eis Jesus Cristo, resplandecente, em toda a sua glória. É com essa visão, literária, que este livro começa. Aqui se inaugura um género novo, como se inaugurou o poema épico com a ILÍADA. Que género é este? Apocalíptico, como diz Helder Guégués no breve ensaio que justifica terem-se juntado, neste livro, o texto que o apóstolo João (foi ele?) terá escrito em Patmos e o texto que sobre esse texto escreveu o romancista D.H. Lawrence?
E que coisa quer dizer apocalíptico que não seja a Revelação, essa revelação que nos chega, não pelo pensamento e pela razão, mas pelas VISÕES FULGURANTES EM QUE ESTE LIVRO É PRÓDIGO, a começar na visão do Trono onde, semelhante à pedra jaspe e sardónica: «Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer.»
Este é um livro profético por ser também o livro de triunfo de seres e coisas imaginárias, das coisas que nunca vimos, mas que hão-de vir, livro da Besta e da obscuridade.
Eis um texto seminal, um protolivro, e o que um grande autor, D.H. Lawrence, escreveu sobre esse mesmo livro: «Apocalipse significa simplesmente Revelação, apesar de não haver nada simples nisto, já que os homens têm confundido o seu cérebro ao longo de cerca de dois mil anos no sentido de descobrirem exactamente o que é revelado em toda a sua orgia de mistificação.»
Este não é um livro de mistificação, é o livro de uma dupla revelação, de sonhos, de visões, de êxtases. É um Livro Amarelo, apresentado por Helder Guégués, pintado às três faces exteriores do miolo e com um grafismo quase apocalíptico.


Sobre autor:
David Herbert Lawrence nasceu em Eastwood em 1885. Estudou na Universidade de Nottingham e exerceu professorado, que teve de abandonar em 1913 por doença, dedicando-se então à Literatura. Em 1912, D. H. Lawrence foge para a Alemanha com Frida Weekly, mulher do seu antigo professor de línguas. Casam em 1914, quando regressam a Inglaterra e vivem precariamente da sua produção literária. E um dos mais importantes escritores ingleses, conhecido principalmente por ter abordado na sua obra temas considerados controversos no início do século XX, como a sexualidade e as relações humanas com características destrutivas. Filhos e AmantesO Arco-Íris (1915), obra considerada obscena na altura, Mulheres Apaixonadas (1920), livro recusado pelos editores ingleses e publicado anos depois em Nova Iorque, e O Amante de Lady Chatterley (1928), texto proibido na época e que circulava clandestinamente. Além destes, escreveu outros romances, inúmeros contos, poemas e ensaios, livros de viagens e peças de teatro. Morre em 1930 com 44 anos.

Imprensa:
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