Quetzal Editores | "Para Além da Crença" de V.S.Naipaul

14:00

P.V.P.: 19,98 € 
(à data da publicação deste post)
Nº de Páginas: 608


Sobre a obra:
A partir do ponto de vista acutilante de Naipaul, Para Além da Crença é um livro de histórias onde não é feita a apologia contra ou a favor do Islão, embora as posições do escritor sejam bastante claras, ao longo do livro. Com uma grande sensibilidade, expõe os relatos mais íntimos dos entrevistados, conjugando-os e fazendo a análise das sociedades a que estes pertencem. Uma das ideias apresentadas é o de que o Islamismo é um imperialismo, não só em guerra com o capitalismo ocidental mas também, e sobretudo, com as tradições espirituais da região. Um conflito muitas vezes também interno, entre a herança espiritual, a crença religiosa – e a «realidade ímpia».

Para Além da Crença também pode ser lido como um tratado sobre o fenómeno da globalização: como pessoas nascidas em mundos primitivos e tribais sofrem uma desarticulação espiritual com a chegada da revolução económica.
Um livro que dá conta de uma grande viagem humana, com uma atualidade e pertinência evidentes. Uma leitura obrigatória para todos os que querem conhecer mais profundamente o campo das culturas islâmicas contemporâneas – pela mão de um dos mais importantes e celebrados escritores de hoje.

Para Além da Crença é o resultado da viagem de vários meses que V.S. Naipaul empreendeu, em 1995, pelos países muçulmanos não-árabes: Indonésia, Irão, Paquistão e Malásia, onde descendentes de convertidos ao Islão vivem em desacordo com as tradições indígenas e sonhos de pureza islâmica entram em choque com realidades económicas e políticas. 
Naipaul começa por advertir: «Este é um livro sobre pessoas. Não é um livro de opiniões. Descobre pessoas, busca histórias. E as histórias, que nascem umas das outras, ganham um padrão específico e definem cada país e as suas motivações.» É, com efeito — e à maneira de Naipaul —, um livro riquíssimo sobre o conflito e a mudança cultural que a transição para o Islão provoca e o subsequente desaparecimento do mundo antigo.

Sobre autor:
V.S. Naipaul nasceu nas Caraíbas (em Trindade) em 1932, no seio de uma família de origem indiana. Em 1950 foi estudar para Inglaterra, graças a uma bolsa de estudo. Após os primeiros quatro anos na Universidade de Oxford, começou a escrever, atividade a que se dedicou ininterruptamente desde então: entre o romance e o ensaio, Naipaul publicou mais de uma vintena de livros. Em 1971, V.S. Naipaul foi galardoado com o Booker Prize e, em 2001, com o Prémio Nobel da Literatura.

Imprensa:
«Brilhante. Uma exploração de grande elegância estilística que parte de uma poderosa observação.»
The New York Times

«A extraordinária capacidade, enquanto narrador, de desenhar impressionantes retratos de uma amostra transversal de indivíduos.»
The Boston Globe

«Mais uma amostragem do notável talento de Naipaul.»
The Independent

«Um dos melhores escritores da prosa inglesa, mortos ou vivos. Brilhante.»
Observer

«Avassalador, fascinante.»
Daily Telegraph

«Corajoso, sensível, assombrosamente humano.»

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