Companhia das Letras | "Dois Irmãos" de Milton Hatoum

14:00

P.V.P.: 15,21 € 
(à data da publicação deste post)
Nº de Páginas: 264


Sobre a obra:
Em Manaus, grande porto do rio Amazonas, vivem-se as décadas douradas da Febre da Borracha, no dealbar do século XX. Na casa da família de Halim a convulsão é de outra natureza.
Yaqub e Omar são gémeos idênticos, nascidos no seio de uma família de origem libanesa. Parecem-se muito, mas por dentro são diametralmente diferentes. Yaqub é silencioso e introspectivo, e passa o tempo com a cabeça enfiada nos livros. Por seu lado, Omar, o preferido da mãe, é de carácter alegre e impulsivo. Une-os – ou separa-os - a paixão pela mesma mulher e a disputa pelo amor dos pais.


Depois de uns anos a viver no Líbano, Yaqub regressa ao Brasil e instala-se numa vida de sucesso. Omar, pelo contrário, entra numa espiral de vícios, rancores, conflitos insolúveis e relações incestuosas.
Há ainda Nael, filho da empregada da casa. Também ele tem os seus fantasmas, e tenta, na busca pela identidade do pai, reconstruir o seu passado. É ele quem nos conta a história do lento declínio da família, numa casa que se desfaz, imersa no sufocante calor da Amazónia, num quotidiano minado pela paixão, a vingança e o incesto.
Da autoria de uma das vozes maiores da literatura brasileira contemporânea, Dois irmãos é uma tapeçaria de personagens inesquecíveis, um retrato vibrante de uma cidade e de um país em mudança, uma reflexão sobre o futuro que é possível construir a partir das ruínas.

Sobre autor:
Milton Hatoum nasceu em Manaus, Amazónia, em 1952. Estudou Arquitectura em São Paulo. Viveu em Madrid e Barcelona e fez pós-graduação na Sorbonne, em Paris. Regressou a Manaus em 1984, onde passou a leccionar literatura francesa na Universidade Federal do Amazonas. Foi também professor convidado na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Regressou a São Paulo em 1999.
Na ficção estreou-se em 1989 com o romance Relato de um certo Oriente, vencedor do Prémio Jabuti de Melhor Romance do ano. Dois irmãos, agora publicado em Portugal pela Companhia das Letras, é o seu segundo romance, também vencedor do Prémio Jabuti. Com o romance Cinzas do norte, mereceu mais um Jabuti, além do Prémio Portugal Telecom e APCA, atribuído pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Tem ainda publicados uma novela - Orfãos do Eldorado – e um livro de crónicas – Um solitário à espreita.

Imprensa:
«Dois irmãos é ficção na sua mais verdadeira acepção… Um romance sólido e brilhante.» 
The Times Literary Supplement

«Uma história cheia de humanidade, contada num mundo que se nos torna real nas mãos de um excelente escritor. Hatoum é incrível com cheiros e cores, rios e manjares.» 
The Guardian

«Temos de sintonizar bem os ouvidos para ouvir as vozes dos imigrantes libaneses de Milton Hatoum, a viver há cinquenta anos numa cidade portuária decadente… As suas personagens são intensamente humanas e reais.» 
The New York Times

«Estranho e perturbador…. A tapeçaria humana é rica, a atmosfera é ainda mais rica… É um mundo exótico, um mundo perigoso, e Hatoum é brilhante a dar-lhe vida.» 
Sunday Telegraph

«Atmosférico, apaixonado, enigmático, este romance é uma viagem hipnotizante ao coração de uma família.» 
Publishers Weekly

«O livro de Hatoum, como todas as boas obras literárias, tem uma condição universal, por ser também, e sobretudo, um livro sobre a memória e o esquecimento, a vingança e o perdão.» 
Leyla Perrone-Moysés, Jornal de Resenhas

«Dois irmãos é o resultado do amadurecimento do rigor literário. Pode ser afirmado sem qualquer reserva que este é um dos melhores romances brasileiros em muitos anos.» 
Paulo Roberto Pires, Babel

«As inconclusões do passado e a reconstrução do desfeito eram temas de seu livro de estreia. E ressoam agora, como harmonias de fundo, para a rapsódia de Dois irmãos, que confirma o nome do autor entre os mais destcados da sua geração.» 
Artur Nestrovski, Folha de S. Paulo

«Milton Hatoum tem-se dedicado à tarefa minuciosa de recompor vozes silenciadas, gestos invisíveis, objetos em vias de desaparecimento ou perdidos para sempre.» 
Wander Melo Miranda, Jornal do Brasil

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