Cavalo de Ferro | "O Sonho dos Heróis" de Adolfo Bioy Casares

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P.V.P.: 13,49 € 
(à data da publicação deste post)
Nº de Páginas: 176


Sobre a obra:
Durante os três dias e as três noites de Carnaval, Emilio Gauna convida os seus amigos a gastarem todo o dinheiro ganho nas corridas. 
São três dias de vadiagem pela cidade, de bebedeira, de encontros fantásticos, de bailes de máscaras e de rixas de rua. 



Porém, uma estranha amnésia não permite a Emílio recordar um acontecimento que teve lugar num desses dias, mas que ele pressente ter sido algo que alterou o curso da sua vida. 
Que insólito acontecimento terá sido esse? Decorridos três anos, no intuito de o descobrir e libertar-se da sua obsessão, Emilio decide repetir o passado e refazer, com as mesmas pessoas, um por um, todos os eventos dessa noite, ignorando os avisos em contrário…

Sobre autor:
Escritor argentino de renome, Adolfo Bioy Casares nasceu a 15 de Setembro de 1914, em Buenos Aires. 
Aos 11 anos escreveu a sua primeira novela, Iris y Margarita, dedicada a uma prima por quem esteve terrivelmente apaixonado. 
Aos 14 anos escreveu Vanidad o Una Aventura Terrorífica, um conto que toca o género do fantástico e do policial. 
Em 1932 (com 18 anos) conheceu, em casa de Victoria Ocampo (uma amiga escritora) aquele que viria a ser o seu grande amigo e colaborador em obras: Jorge Luis Borges. Dois anos mais tarde, em 1934, conheceu Silvina Ocampo (irmã da sua amiga Victoria) que, juntamente com Borges, conseguiu convencer Bioy Casares a abandonar os estudos e dedicar-se inteiramente à escrita. Bioy Casares acabou por casar-se com Silvina Ocampo em 1940. Nesse mesmo ano publicou La Invención de Morel, a sua obra mais famosa que é hoje considerada um clássico da literatura contemporânea. 
Bioy Casares e Borges formam, durante anos, uma dupla extraordinária que os levou à produção de obras de referência como: Un modelo para la muerte (1946), Libro del cielo y del Inferno e as Crónicas de Bustos Domecq (1967) - a maioria das quais estão assinadas por esse pseudónimo que lhes era comum: Bustos Domecq. 
Em 1954, ano em que publicou El sueño de los héroes , nasceu a sua filha Marta. Em 1969 é publicada a obra Diario de la guerra del cerdo, posteriormente adaptada a cinema por Leopoldo Torre Nilson. 
Entre diversos prémios e galardões, Bioy Casares recebeu o Prémio Municipal de Literatura em 1941, o Prémio Nacional de Literatura em 1970, o Gran Premio de Honor da SADE (Sociedad Argentina De Escritores) em 1975, é nomeado Membro da Legião de Honra de França em 1981, recebe o Prémio "Esteban Etcheverría" de gente de Letras em 1984, recebendo também nesse mesmo ano o Prémio Mondello (Itália), é nomeado Cidadão Ilustre da Cidade de Buenos Aires em 1986, recebendo também nesse mesmo ano o Prémio do Instituto Latino-americano de Roma, e galardoado com o Prémio Cervantes de Literatura em 1990, recebeu o Prémio Grinzane Cavour (Turin, Itália) em 1992, foi galardoado com o Prémio Gran Maestro de la Ciencia Ficcción, atribuído pela CACyF (Circulo Argentino de Ciencia-Ficción y Fantasia) em 1995, tendo recebido também nesse mesmo ano o Prémio Roger Caillois (França). 
Em Dezembro de 1993 viu a tragédia abater-se sobre o seu lar: sua mulher Silvina morre nesse mês e, passados apenas poucos dias, Marta (sua filha única) morre atropelada. Considerado por Jorge Luis Borges como um dos maiores escritores argentinos de ficção, Bioy Casares é autor de uma vasta obra onde a fantasia e a realidade se sobrepõem com uma harmonia magistral. A impecável construção dos seus relatos é, talvez, a característica pela qual é referido pela crítica com mais frequência. 
Todos os seus companheiros escritores, argentinos e de outras partes sul-americanas, são unânimes em afirmar que Adolfo Bioy Casares foi um dos mais perfeitos escritores argentinos. 
Homem naturalmente feliz, satisfeito com a vida e exímio conhecedor dos prazeres que esta lhe proporcionava, transportou para os seus textos, com sabedoria única, esse espírito de gozo pelo prazeres e pela beleza da vida humana. Bioy Casares era visto, tanto pelos seus companheiros como pela crítica em geral, como um homem com uma dimensão humana fora do comum, com um excelente coração, uma gentileza e um trato do mais fino requinte. Escritor original, soube como poucos apresentar uma Buenos Aires nada realista, desprovida de adornos, optando assim por um estilo excepcional de descrever as suas coisas. Juntamente com outros escritores da sua geração - nomeadamente Julio Cortázar (1914-1984), Jorge Luis Borges (1899-1986) e Ernesto Sábato (1911- ) - Bioy Casares formou uma plêiade de letrados ilustres do século das letras argentinas. 
A sua extensa produção - que inclui colaboração do seu grande amigo Borges em contos escritos com o pseudónimo de H. Bustos Domecq - teve como ponto alto a obra La Invención de Morel e a obtenção do Prémio Cervantes em 1992 com essa mesma obra. 
Bioy Casares era considerado um dos escritores mais importantes em língua castelhana do século XX e um dos autores argentinos de maior prestígio internacional. 
O último título publicado de Adolfo Bioy Casares foi a novela breve De un mundo a outro (1998) e, segundo afirmou pouco depois da sua segunda hospitalização em Fevereiro de 1999, esperava terminar uma nova novela sobre o tema da amizade, a partir de uma história sobre dois amigos e os seus filhos. 
A 8 de Março de 1999 Adolfo Bioy Casares morreu numa clínica de Buenos Aires, vítima de uma insuficiência respiratória e coronária.
A crítica é hoje unânime em afirmar que Bioy Casares apostou no humor e na ironia como forma de contrabalançar e até mesmo escapar à dureza da realidade vivida em Buenos Aires. 
Bioy Casares tem a sua obra traduzida em 16 idiomas, talvez até pelo facto de toda ela abordar temas de profundidade filosófica e intelectual, desde a perspectiva do relato ou da novela fantástica.

Imprensa:
«Bioy Casares é um dos maiores escritores da América latina, com uma vasta obra onde a fantasia e a realidade se sobrepõem numa harmonia magistral.»
Jorge Luis Borges

«Como sempre nos livros de Bioy Casares, a construção narrativa é de uma solidez à prova de bala. Nada falha na articulação dos vários planos narrativos, no brilhantismo discreto do estilo, na fluidez dos diálogos ou na alternância entre a ação propriamente dita e a subtil descrição do estado anímico das personagens.»
José Mário Silva, DN

«Casares foi sempre o maior especialista em descobrir a irrealidade que está presente nas nossas vidas e a transpô-la para histórias emocionantes que nos ensinam a viver de outra forma.»
Octavio Paz, Prémio Nobel de Literatura

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