Opinião: "As Filhas do Assassino" de Randy Susan Meyers

agosto 18, 2010



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Opinião:
Esta obra, baseada numa história verídica, conta-nos a história de uma família destruída por um momento trágico sob efeito de álcool e de uma loucura de ciúmes, por parte do marido. O livro é dividido em 3 partes: 1ª durante os primeiros anos após a tragédia, a vida das crianças, as suas mudanças e o seu crescimento; 2ª Merry e Lulu já se encontram numa fase adulta, entre os 20 anos de idade; por fim a 3ª parte em que se encontram numa fase adulta, já madura, entre os 30 e os 40 anos.
Este é um caso similar a outros, infelizmente, onde Randy Meyers vai construindo a história que se inicia na década de 70 quando, frente das filhas ainda crianças, o pai assassina a mãe e tenta também matar outra filha, Merry, a mais nova, mas que apenas a fere e o que lhe confere um internamento de algum tempo no hospital, ficando marcada por cicatrizes físicas e pior ainda, as psicológicas cravadas no seu pensamento, e após a tentativa, o pai tenta o seu suicídio, enquanto a outra filha consegue a fuga para chamar ajudar.
Merry e Lulu, sem mãe e com o seu pai preso, crescem com pesadelo daquele dia que lhes assombra as vidas, mas com o passar dos tempos uma delas tenta perdoar o pai, enquanto a outra é dominada pelo sentimento de ódio.
A autora consegue colocar-nos, a nós leitores, em mente o dilema existente entre o perdoar e o não perdoar, entre o amor paternal e a mágoa da causa da perda da sua mãe de uma forma tão brutal.
Foi uma leitura fácil, que nos podemos integrar e viver de uma forma a que se torna perturbadora e tocante em determinados momentos mais sensíveis, mas que me agradou imenso. Muito bom este livro.

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