Alfaguara | "Bem-Vinda a Casa" de Lucia Berlin

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Sobre livro:
Em 2015, com a publicação de Manual para mulheres de limpeza, Lucia Berlin foi finalmente aclamada como uma das grandes contistas americanas e uma das mais importantes redescobertas literárias do século. Pena que isso tivesse acontecido mais de cinquenta anos depois de publicar o primeiro conto, e sem que a escritora o pudesse celebrar. 
Antes de morrer, Lucia Berlin estava a trabalhar num livro de textos autobiográficos a que tinha chamado Bem-vinda a casa. Para compor o volume inacabado, Jeff Berlin, filho da escritora, junta aos seus textos um conjunto de fotografias e cartas da sua vida preenchida, trágica e romântica. O volume constitui assim uma entrada privilegiada na vida de uma escritora fascinante, que se inspirava na própria vida — itinerante e variegada — para rechear 
a sua ficção.

Do Alasca à Argentina, do Kentucky ao México, de Nova Iorque ao Chile, o mundo de Lucia Berlin era vasto. E a sua escrita, nestas memórias e cartas, é tudo aquilo a que a autora nos habituou nas suas histórias: irónica e sábia, trágica e divertida, exuberante e comovente. Berlin descreve os lugares onde viveu e as pessoas com quem se cruzou com a vivacidade, a candura e o sentido de humor que fizeram dela uma autora de culto um pouco por todo o mundo.
Bem-vinda a casa convida-nos a entrar nesse mundo tão particular e sedutor que foi o de Lucia Berlin.

Sobre autor:
Lucia Berlin nasceu em 1936, no Alasca. Publicou os seus primeiros contos aos 24 anos em várias publicações, incluindo The Noble Savage, revista literária dirigida pelo escritor Saul Bellow. Escreveu de forma esporádica até à década de oitenta, altura em que decidiu publicar o primeiro livro de contos, Angels Laundromat. As suas histórias estão intimamente ligadas às suas próprias recordações: a infância em comunidades mineiras do interior do continente americano, a adolescência sofisticada em Santiago do Chile, a mudança constante de casa, os três casamentos falhados, o alcoolismo, ou os variadíssimos empregos que teve para criar os quatro filhos: enfermeira, telefonista, mulher de limpeza e professora de escrita criativa. Na década de 90, foi promovida a professora associada da Universidade de Colorado Boulder. 
Morreu em 2004 no dia do seu aniversário, na Califórnia, para onde se mudara poucos anos antes para viver perto dos filhos. Ao longo da vida, Lucia Berlin publicou seis livros de contos. Na Alfaguara estão publicados Manual para mulheres de limpeza (2016) e Anoitecer no Paraíso (2018).
www.luciaberlin.com

Imprensa:
«Uma introdução divertida e por vezes bombástica à vida de montanha-russa de Berlin… Instantâneos da sua vida, crus, apaixonados, sem filtro e por isso deliciosos.» 
Los Angeles Review of Books

«Tal como a sua ficção, estes textos de Berlin são tão multifacetados como o diamante mais brilhante. Mas, em vez de nos cegarem com a sua luz, convidam-nos a observá-los com mais atenção e a perdermo-nos nas suas profundezas.» 
Nylon

«Este volume dá-nos um vislumbre da alegria de Lucia Berlin, que está tão intensamente presente na sua obra quanto a solidão e o desespero. A escrita dela adora o mundo, detém-se demoradamente em pequenos detalhes de texturas e de perfumes.» 
The Atlantic

«Este livro deveria aprofundar aquilo que pensávamos saber sobre Berlin e a sua vida. Os seus textos são sugestivos, comoventes, por vezes terra-a-terra, e completamente despidos de autopiedade. Lê-los é como ouvir alguém contar-nos a sua história de vida enquanto vemos fotografias desse tempo.» 
John Freeman, Boston Globe

«O olhar de Berlin é tão límpido, tão livre de arrependimento… Um relato singular de um passado caleidoscopicamente complexo.» 
Bookforum

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