Alegoria, fábula sobre a sobrevivência, invenção pura, narrativa de aventuras, autobiografia, crónica de pirataria, tratado de geografia imaginária, manual de economia, Robinson Crusoe conta as viagens e faz a crónica da sobrevivência e enriquecimento de um homem do Yorkshire obcecado desde jovem pela ideia de uma vida no mar.
Durante duas décadas, Crusoe vive na mais completa solidão, como um agricultor próspero e leitor da Bíblia, até descobrir que a sua ilha — na foz do Orinoco — é usada por canibais para matar e comer prisioneiros, entre os quais um que ele batiza como Sexta-Feira e que se tornará seu criado.
Mais tarde regressará a Inglaterra, onde todos o julgavam morto. No final, terá de ir a Lisboa a fim de reaver a sua fortuna e viver uma última aventura.
Este livro, um dos fundadores do romance europeu, juntamente com Lazarillo de Tormes ou D. Quixote, inspirou quase todos os tipos imagináveis de imitação e variação, e foi tema de peças de teatro, óperas, banda desenhada e jogos de computador.
A personagem de Crusoe entrou para o imaginário de cada geração subsequente, à medida que os leitores acrescentam as suas próprias interpretações às aventuras tão emocionantes «registadas» por Defoe.
Elogiado por figuras eminentes como Coleridge, Rousseau e Wordsworth, foi inclusivamente citado por Karl Marx em O Capital para ilustrar a sua crítica da teoria económica.
No entanto, foram os leitores de todas as idades, ao longo dos últimos 300 anos, que concederam a Robinson Crusoe o seu lugar definitivo como um clássico da literatura europeia.