Sobre livro:Mais do que os vinte e três assassínios premeditados atribuídos a Idoia López Riaño e uma pena acumulada superior a mais de dois mil anos de prisão, foram o facto de ser mulher e a sua beleza gélida a atraírem a atenção da comunicação social. Apelidada de «Tigresa» e de «a etarra mais sanguinária», Idoia tornou-se uma celebridade e figura lendária do terrorismo da ETA. As suas ações e protagonismo no interior das células operacionais da organização estão ainda hoje envoltos em polémica. Entre o que se sabe e o que não foi ou nunca será esclarecido, este romance híbrido a várias vozes liga a sua história à vida de María Ortega, uma adolescente que procura o seu lugar no mundo, filha de um polícia pertencente aos não menos violentos Grupos Antiterroristas de Libertação.
Escrito por uma das vozes mais originais e importantes da literatura espanhola e europeia, As Feras, último romance de Clara Usón, é um relato fascinante sobre a violência, o fanatismo e ainda sobre o machismo e a beleza como traço definidor da mulher, procurando um possível equilíbrio entre factos históricos e ficção, para iluminar um dos períodos mais traumáticos da História de Espanha: o dos anos de chumbo de 1980, marcados pela guerra suja travada entre o terrorismo da ETA e o terrorismo de Estado, pela política e sonhos de liberdade.
Sobre autor:Clara Usón nasceu em Barcelona em 1961. O seu primeiro romance, Las noches de San Juan, obteve o prémio feminino Lumen em 1998. Publicou depois Primer vuelo (2001) e El viaje de las palabras (2005), sobre o qual Enrique Vila-Matas escreveu: «Este alegre e comovedor romance divertiria sem dúvida Woody Allen». No ano de 2006 publicou o seu quarto romance, Perseguidoras, e a crítica reconheceu na sua trajectória uma escritora de primeiro plano que fez da criatividade a sua marca de estilo, «o que, somado a uma notável capacidade de efabulação, no sentido legítimo da expressão, se destaca como o valor que confere distinção a esta herdeira de Tchékhov» (Pilar Castro, «El Cultural», El Mundo). Em 2009, Clara Usón ganhou o prémio
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