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Um romance sobre silêncio, memória e responsabilidade – e sobre o que acontece quando lembrar se torna um ato de justiça.
No Hospital Colónia de Barbacena, onde o esquecimento foi política de Estado, Teresinha é internada grávida e sem defesa.
Bernardo, um homem comum, recusa aceitar que o silêncio seja destino dos vivos. Separados por grades, papéis e escolhas irreversíveis, constroem uma ligação feita de cuidado, responsabilidade e promessa.
Quando Bernardo parte em busca da filha de Teresinha – levada ainda criança para longe da mãe –, o romance atravessa cidades, países e tempos, revelando como a violência institucional não termina nos muros que a escondem: prolonga-se nos corpos e transforma a memória num registo que não se apaga.
Um romance que confronta, comove e permanece muito depois da última página.
"Estive hoje num campo de concentração nazi. Em lugar nenhum do mundo preseciei uma tragédia como esta." – Franco Basaglia, psiquiatra italiano, quando visitou Barbacena, em 1979, citado por Daniela Arbex, Holocausto Brasileiro (2013)