"Dias de Vidro" de Nicoletta Verna | Alma dos Livros


Dias de Vidro


Sobre livro:
Num tempo de brutalidade absoluta, uma mulher aprende a resistir sem perder a fé na humanidade.

Itália, 1924. Giacomo Matteotti, principal opositor de Benito Mussolini, é assassinado no dia em que Redenta vem ao mundo. O medo instala-se, o silêncio torna-se regra e a violência passa a ser instrumento de governo. A morte de um, marca o início definitivo da ditadura, o nascimento de outra, inaugura uma vontade obstinada de resistir.

Prometida em criança ao seu melhor amigo, Bruno, que desaparece sem explicação, é mais tarde escolhida para casar com Vetro, um dirigente fascista cujo sadismo parece não ter limites. Ainda assim, algo nela persiste. Uma força silenciosa, quase indestrutível. a vida de Redenta cruza-se com a de Iris, uma mulher rebelde e com desejos de liberdade.

Duas mulheres, duas formas de coragem, dois destinos que se entrelaçam num dos períodos mais austeros da História. Tão sombrio quanto luminoso, Dias de Vidro transforma o tempo do silêncio numa história de resistência íntima, feminina e radicalmente humana. A voz de Redenta permanece, clara, ferida e vibrante, muito depois de fechada a última página.

Sobre autor:
Nicoletta Verna nasceu em Forlì, em 1976. Estreou-se na literatura com Il valore affettivo, romance que recebeu uma menção especial no Prémio Italo Calvino e foi distinguido com o Prémio Severino Cesari e o Prémio Massarosa. Com Dias de Vidro confirma uma voz literária de rara intensidade, capaz de transformar a memória histórica em matéria viva de narrativa. A sua escrita alia precisão e densidade emocional, atenção minuciosa às personagens e uma profunda reflexão sobre a resistência e a condição humana. Através de uma linguagem vívida, Nicoletta Verna constrói romances que interrogam o passado para iluminar o presente, afirmando-se como uma das vozes mais marcantes da literatura italiana contemporânea. Vive em Florença e divide o seu tempo entre a escrita e a edição.

Imprensa:
«Um desafio literário de grande ambição.»
La Repubblica

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