Num tempo de brutalidade absoluta, uma mulher aprende a resistir sem perder a fé na humanidade.
Itália, 1924. Giacomo Matteotti, principal opositor de Benito Mussolini, é assassinado no dia em que Redenta vem ao mundo. O medo instala-se, o silêncio torna-se regra e a violência passa a ser instrumento de governo. A morte de um, marca o início definitivo da ditadura, o nascimento de outra, inaugura uma vontade obstinada de resistir.
Prometida em criança ao seu melhor amigo, Bruno, que desaparece sem explicação, é mais tarde escolhida para casar com Vetro, um dirigente fascista cujo sadismo parece não ter limites. Ainda assim, algo nela persiste. Uma força silenciosa, quase indestrutível. a vida de Redenta cruza-se com a de Iris, uma mulher rebelde e com desejos de liberdade.
Duas mulheres, duas formas de coragem, dois destinos que se entrelaçam num dos períodos mais austeros da História. Tão sombrio quanto luminoso, Dias de Vidro transforma o tempo do silêncio numa história de resistência íntima, feminina e radicalmente humana. A voz de Redenta permanece, clara, ferida e vibrante, muito depois de fechada a última página.