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Anabela Mota Ribeiro regressa à ficção, com um romance incandescente que interpela o dito e o não-dito - é a confirmação do seu nome entre os melhores da ficção portuguesa atual.
Ao desmanchar a casa do pai após a sua morte, Conceição, a filha de um renomado psicanalista, encontra novos cadernos de uma paciente, escritora e estudiosa da obra de Machado de Assis. Neles reconhece um espelho do seu luto: também Ester enfrenta a orfandade, mas de uma mãe viva, em coma.
No hospital, Ester lê alto os seus escritos, como quem faz uma leitura de si própria. Nada, contudo, que a mãe possa receber; não só por estar em coma, mas porque a filha se lhe tornou uma estranha - mais, uma estrangeira, uma trânsfuga.
Esta partilha recorrente é uma viagem ao seu começo e ao seu fim (o presépio, o cemitério), identifica uma genealogia e o que esta implica de familiaridade e incompreensão, desvela uma condição de deslibido, isto é, sem amor pela vida e sem desejo sexual. Percorre e narra os labirintos da memória, num movimento ora dispersivo (mergulhando no inconsciente e no onírico), ora agregador no regresso à ideia de casa - que é o corpo, que é o mundo.