"Sobre a Ficção Policial" de Fernando Pessoa | Tinta da China


Sobre a Ficção Policial


Sobre livro:
A relação de Fernando Pessoa com a ficção policial não se esgota na escrita, infelizmente inacabada, de numerosos contos e novelas, nem na criação de uma personagem literária tão fascinante como o Dr. Quaresma.

Os textos reunidos neste volume mostram como o jovem Pessoa planeou, e redigiu parcialmente, um ambicioso ensaio sobre a literatura policial numa altura em que nem no mundo anglo-saxónico existia algo assim. Além disso, vemos aqui como, na última fase da sua vida, o escritor se tornou um voraz leitor de romances policiais, hábito invulgar num intelectual português da primeira metade do século XX.

Este forte e prolongado interesse de Fernando Pessoa pela ficção policial, ao qual os seus biógrafos dedicam breves parágrafos apressados, lembra a pergunta de Álvaro de Campos à passageira com quem tantas vezes se cruzava no comboio suburbano: «Qual foi a vida que houve nisto? Que foi isto a vida?»

O certo é que foi justamente esta paixão a determinar o desfecho de alguns acontecimentos marcantes, como o primeiro e derradeiro encontro com José Régio, em Junho de 1930, no Café Montanha.

Sobre autor:
Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os

Imprensa:
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