"Amélia, Mélia, Mela, a Coxa" de Adão Baptista | Oficina da Escrita


Amélia, Mélia, Mela, a Coxa


Sobre livro:
Numa aldeia pequena, onde os telhados têm ouvidos e as paredes sabem demais, Amélia carrega nomes que não escolheu e memórias que preferia esquecer. Chamam-lhe Coxa. Sussurram-lhe alcunhas, apontam-lhe dedos. Cresceu entre silêncios pesados e verdades que ninguém ousa dizer em voz alta.

Na sombra da violência doméstica, do escárnio coletivo e da solidão, Amélia sonha, não com príncipes, mas com a simples possibilidade de partir, de deixar Pé-de-Cabra, aquela terra que lhe esmaga os passos e lhe tolhe o futuro. Enquanto cose fechos numa fábrica desalmada e engole o fel da rotina, vai juntando moedas e força para rasgar o destino que lhe escreveram à nascença. Mas até onde se pode fugir quando o passado caminha à nossa frente? E que preço se paga por ousar querer mais?

Sobre autor:
(Conteúdo indisponível.)

Imprensa:
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