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Cosme é um velho desmemoriado, à deriva no tempo: o filho de colonos em Luanda, o alferes debaixo de fogo nas Terras do Fim do Mundo, o retornado na Lisboa revolucionária. Mouzinho, antigo guerrilheiro angolano, julga-se um homem resolvido, coleciona citações e ensina aos mais novos que a guerra colonial também foi de libertação.
Cosme é branco. Mouzinho, negro.
Em tempos amigos de infância e adolescentes apaixonados pela mesma mulher, vivem em lados opostos de uma mesma história de violência: o colonialismo, a guerra, a descolonização. Uma saga que reconfigurou vidas, famílias e sonhos; o fim de um império que, sendo ferida, ainda não é cicatriz.
Depois de Revolução (vencedor do Prémio Fernando Namora), Hugo Gonçalves traz-nos um romance notável sobre a vida colonial e o seu colapso, desmistificando o passado na tentativa de questionar o presente.
Sobre autor:Hugo Gonçalves (1976) é autor de vários romances.
Na Companhia das Letras, estão publicados Revolução (vencedor do Prémio Fernando Namora e semifinalista do Prémio Oceanos), Deus Pátria Família (semifinalista do prémio Oceanos), Filho da mãe (finalista dos prémios P.E.N. Clube e Fernando Namora), O coração dos homens e Enquanto Lisboa arde o Rio de Janeiro pega fogo.
Guionista da série Rabo de Peixe (Netflix), foi correspondente de diversas publicações portuguesas em Nova Iorque, Madrid e no Rio de Janeiro, cidade onde trabalhou como editor literário.
Jornalista premiado e cronista, é um dos criadores do podcast Sem
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