"Parar o vento com as mãos" de Brigid Hampton | Porto Editora


Parar o vento com as mãos


Sobre livro:
Três gerações marcadas pelo exílio, pela guerra e pelo fim do império colonial português em Moçambique.

Em 1939, Fanny Reiss foge da Alemanha nazi e desembarca em Lourenço Marques com os filhos mais novos, Eva, de treze anos, e Otto, de oito. Para trás ficam o marido e o filho mais velho, cujo destino desconhece.

Em Moçambique, Fanny encontra um refúgio improvável. Mas a ameaça da deportação persiste, obrigando-a a manobras perigosas para garantir a sobrevivência da família.

À medida que crescem, Eva e Otto seguem caminhos opostos. Otto parte para o Norte em busca de aventura, envolve-se profundamente com a terra, casa com uma mulher moçambicana e acaba por ingressar no combate armado. Eva adapta-se à sociedade colonial de Lourenço Marques: frequenta o Clube de Ténis, casa com o seu instrutor – membro de uma próspera família chinesa – e cria os filhos, Luís e Sofia, entre os privilégios e as convenções da elite urbana.

Enquanto a guerra de independência se intensifica, Luís enfrenta as contradições do mundo em que cresceu. Ao envolver-se com uma jovem moçambicana de forte consciência política, vê-se dividido entre a lealdade à família e o sentido cívico e social que nele desperta.

Inspirada na história da sua própria família, Brigid Hampton constrói um romance que atravessa quatro décadas, onde reflete sobre pertença, desenraizamento e a ilusão de se poder parar o vento com as mãos.

Sobre autor:
Brigid Hampton nasceu na Nova Zelândia. Licenciou-se em Literatura Inglesa pela Universidade de Canterbury, onde concluiu mais tarde o curso de Jornalismo, profissão que exerceu durante quatro anos num jornal de Wellington.
Em 1976, foi viver para Londres, tendo trabalhado com duas editoras durante cinco anos. Mais tarde, em 1981, instalou-se em Portugal, onde deu aulas de Inglês e assumiu o cargo de editora numa revista de arquitetura.
Brigid tem dupla nacionalidade – neozelandesa e portuguesa – e vive atualmente em Lisboa.

Imprensa:
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