"A Ruiva" de Fialho de Almeida | Manuscrito Editora


A Ruiva


Sobre livro:
No Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, Carolina cresce só. Filha de um coveiro alcoólico e órfã de mãe, a negligência e a miséria moldam a sua infância. A convivência diária com a morte desperta nela uma obsessão com os cadáveres - que, com o tempo, vai assumir contornos perversos.

Publicado em 1878, A Ruiva é um conto notável de Fialho de Almeida e uma das obras mais expressivas do Naturalismo português. Com uma escrita crua e incisiva, o autor disseca uma sociedade em que a pobreza, a violência e a exclusão parecem condenar, à partida, quem nasce à margem.

O conto mais longo de Fialho de Almeida é o mais recente título da coleção Clássicos para Ler Numa Noite, uma seleção de obras breves fundamentais da literatura portuguesa, pensadas para serem lidas numa noite e permanecerem muito além dela.

Sobre autor:
Fialho de Almeida nasceu em 1857, em Vila de Frades, Alentejo. De origens humildes, cedo veio para Lisboa estudar. Mas as voltas do destino levaram-no a trabalhar numa farmácia, ainda adolescente. Em 1885, licenciou-se em Medicina. Contudo, a profissão não o seduzia, e Fialho dedicou-se à escrita e ao jornalismo. Distingue-se como contista, tendo publicado as recolhas: Contos (1881), a sua estreia em livro, bem como A Cidade do Vício (1882), Lisboa Galante (1890) e O País das Uvas (1893). Em 1889, começa a escrever Os Gatos, publicação periódica de crítica e crónica, a sua obra mais conhecida. Morreu em Cuba, Alentejo, em 1911. Publicou ainda em vida: Pasquinadas (1890)

Imprensa:
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