Num prédio lisboeta voltado para o largo de uma igreja, cruzam-se vidas aparentemente comuns. Zé Bojarda é um ser raro aos olhos dos outros, marginal e marginalizado, nascido na Mitra, em Lisboa, e marcado pelo abandono e violência. Mas basta o amor de um avô, que o ensina a nunca se vergar, para que as sombras não o apanhem.
Carlos Ribeira é um aspirante a escritor que perceciona o mundo através de cores invisíveis aos restantes e que secretamente ama Helena, cuja bondade silenciosa sustenta uma pequena comunidade. Entre os anos 30 e os anos 70, estas existências aproximam-se, afastam-se e transformam-se, compondo um retrato sobre a liberdade, a diferença, a consciência e o poder redentor do amor.
Com uma escrita intensa e poética, Carcaça mergulha em zonas de luz e sombra, mostrando que cada ser humano transporta uma história única e que, muitas vezes, só o caminho pode revelar.