Se há uma figura marcante da França do século XX, essa figura é, sem dúvida, o general de Gaulle.
Bernard Phan revela, em Charles de Gaulle, a vida íntima de um homem com base nas observações dos oficiais que formaram de Gaulle, em Saint-Cyr, das palavras da sua família, dos seus apoiantes e dos seus detractores, revelando este homem através daqueles que formaram uma opinião sobre ele. Herói da II Guerra Mundial, símbolo da Resistência, responsável pelo fim da guerra da Argélia e grande reformador, é também um homem da França anterior a 1968, profundamente conservador.
Os políticos e as políticas definem-se hoje como gaullistas ou antigaullistas, como se o General não admitisse quaisquer nuances. De facto, assumindo a história da França na sua totalidade, de Gaulle quis que o país permanecesse no único lugar que lhe convém: o primeiro.
Essa «certa ideia da França», que perdura actualmente em todo o mundo, foi imposta aos seus cidadãos, assim como aos seus parceiros e adversários, aplicando à política uma astúcia militar que tinha em abundância, feita de adaptação aos acontecimentos, de esquivas e de contra-ataques decisivos.