"Essa Puta tão Distinta" de Juan Marsé | Dom Quixote

20:00

P.V.P.: 14,31 € 
(à data da publicação deste post)
Data de Edição: 2016
Nº de Páginas: 192

Sobre a obra:
Embora deteste a filmografia do realizador e produtor que contrata os seus serviços, um escritor célebre por retratar nos seus romances a ruína moral dos anos do pós-guerra, aceita relutantemente a encomenda para escrever um guião cinematográfico sobre um caso real da Barcelona dos anos 40. Trata-se de um crime que teve lugar no cinema Delicias, em cuja sala de projeção foi assassinada uma prostituta, estrangulada com uma tira de película de filme enquanto o público assistia à estreia de Gilda. Durante o processo de pesquisa o escritor irá verificar como por vezes, na vida real, os crimes carecem de sentido e os seus protagonistas nem sempre são heróis ou anti-heróis, algo que, na ficção, nem todos parecem dispostos a tolerar.

Neste magnífico romance, Juan Marsé, transmutado num escritor descrente e incapaz de se levar a sério, reflete sobre as armadilhas da memória e os limites da ficção, enquanto ajusta contas com aqueles que manipulam o nosso passado para gerar produtos de simples entretenimento, que pervertem a memória histórica e banalizam a dor e a miséria de toda uma geração.
Sobre autor:
Juan Marsé nasceu em Barcelona em 1933 e passou a infância e juventude no bairro popular de Gracia. 
Entre os 13 e os 26 anos trabalhou como operário numa oficina de joalharia. 
A sua carreira literária começou em 1959, ano em que começou a publicar crónicas em revistas literárias e em que obteve o Prémio Sésamo de contos. Desde então publicou diversas obras, muitas delas premiadas: "Últimas Tardes com Teresa" (1966; Prémio Biblioteca Breve 1965), "Se Te Dicen que Caí" (1973, edição definitiva 1989; Prémio Internacional de Romance México), "La Muchacha de las Bragas de Oro" (1978; Prémio Planeta 1978), "Ronda del Guinardó" (1984; Prémio Ciudad de Barcelona), "El Amante Bilingue" (1990; Prémio Ateneo de Sevilha), "O Feitiço de Xangai" (1993; Campo das Letras 1995; Prémio da Crítica e Prémio Aristeion) e "Rabos de Lagartixa" (2000; Campo das Letras 2003; Prémio da Crítica e Prémio Nacional de Literatura, ambos em 2001). Foi ainda galardoado com o Prémio Juan Rulfo 1997 e o Prémio Internacional Unión Latina 1998. "Canções de Amor em Lolita’s Club" é a sua novela mais recente. Foi-lhe atribuído o Prémio Cervantes 2008.
Imprensa:
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