"História da Inquisição Portuguesa 1536-1821" de José Pedro Paiva e Giuseppe Marcocci | A Esfera dos Livros

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P.V.P.: 22,50 € 
(à data da publicação deste post)
Data de Edição: 2016
Nº de Páginas: 608

Sobre a obra:
Em 1536 começava a funcionar, em Évora, onde a corte residia, a Inquisição. O seu objetivo principal era defender a fé e a Igreja. A bula papal da fundação explicitava a natureza dos crimes sob a sua alçada. Apelava-se a todos que denunciassem qualquer pessoa suspeita de ter aderido às crenças luteranas, observado cerimónias e costumes judaicos ou islâmicos, negado a existência da vida eterna, acreditado na transmigração das almas até ao dia do Juízo, contestado a virgindade de Nossa Senhora ou que Cristo fosse o Messias prometido no Antigo Testamento, praticado a bigamia, bruxaria ou feitiçaria, possuído livros para celebrar sabats noturnos ou outros defesos pela Igreja, incluindo bíblias escritas em línguas vernáculas. Iniciava-se uma perseguição que levou milhares de vítimas, homens e mulheres, pelas suas ideias e comportamentos a serem presas, acusadas e, no limite, mortas nas fogueiras por condenação do Santo Ofício.

Nascia, deste modo, no coração do Renascimento, a Inquisição, que marcou de forma vincada a História de Portugal e do seu império durante 285 anos. A sua infuência continua a sentir-se ainda hoje, em certas dimensões da vida institucional e até nos costumes e modos de ser e pensar. Numa pesquisa rigorosa e baseada em consulta exaustiva de arquivos e documentação, Giuseppe Marcocci e José Pedro Paiva apresentam a primeira história da Inquisição portuguesa, desde a sua fundação à extinção, em 1821. 

Uma obra única e original que permite perceber a história, a vida institucional e judiciária do Tribunal da Fé, a sua evolução, com os seus períodos de crise e de maior perseguição. Sem nunca esquecer as histórias dos homens que formavam este órgão e as suas vítimas - cristãos-novos, feiticeiros, bruxas e outros hereges - que questionavam os dogmas ou a ordem social instituída e, por isso, sofreram duras perseguições e torturas, tendo muitos comparecido em autos da fé celebrados em praças públicas.
Sobre autor:
José Pedro Paiva é professor na Universidade de Coimbra, investigador no Centro de História da Sociedade e da Cultura e no Centro de Estudos de História Religiosa. A sua área de pesquisa central é a história religiosa e cultural em Portugal, séculos XVI-XVIII. Entre outros livros é autor de Bruxaria e superstição num país sem "caça às bruxas"(Lisboa, 1997), Os bispos de Portugal e do império (1495- 1777) (Coimbra, 2006), Baluartes da fé e da disciplina.

Giuseppe Marcocci é professor de História Moderna na Università degli Studi della Tuscia, em Viterbo (Itália) e coordenador do projeto de investigação Beyond the Holly War, na Scuola Normale Superior, em Pisa (Itália) . A sua área de pesquisa central é a história política, cultural e religiosa do mundo ibérico, com especial atenção sobre o caso português entre os séculos XV e XVIII. Entre outros estudos, é autor de A consciência de um império: Portugal e o seu mundo, sécs. XV a XVII (Coimbra 2012).
Imprensa:
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