Cavalo de Ferro | "O Sino da Islândia" de Halldór Laxness

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(à data da publicação deste post)
Nº de Páginas: 448


Sobre a obra:
No final do século XVII, o emissário e carrasco do rei da Dinamarca recebe ordens para confiscar o sino de Þingvellir, velho símbolo da independência islandesa, e para o levar desmantelado em peças até Copenhaga. Jón Hreggviðsson, um agricultor pobre e rude, a braços com a lei pelo roubo de corda, é acusado do seu homicídio e condenado à morte. A sua atribulada fuga e o longo processo que se seguirá ocupará a justiça durante mais de 30 anos.

Arnas Arnæus, erudito e bibliotecário islandês, que percorre o seu país para encontrar os fragmentos desaparecidos da Edda em verso - os poemas épicos fixados no século XIII envolve-se num caso amoroso com Snæfríður, a filha do magistrado que viria a condenar Jón. 
Como os caminhos destas personagens se cruzarão é o que nos conta Halldór Laxness que, com mão de mestre, transforma a história de O Sino da Islândia numa homenagem à tradição heroica islandesa, usando como cenário reais conflitos políticos e sociais ocorridos de 1650 a 1790 entre a potência dinamarquesa e a oprimida colónia islandesa. 

O Sino da Islândia, pela primeira vez aqui traduzido para português, foi aclamado como uma das obras maiores do prémio nobel islandês, tendo sido adaptado pelo próprio autor ao teatro, numa peça de clamoroso sucesso.

Sobre autor:
PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1961

Escritor sérvio, Ivo Andric nasceu a 10 de outubro de 1892 na pequena aldeia de Dolac, nas cercanias de Trávnik, então pertença do Império Austro-Húngaro. O pai, artesão, faleceu quando o pequeno Ivo contava apenas três anos de idade, pelo que foi criado pela mãe e pela tia, ambas católicas fervorosas.
Frequentou a Escola Primária de Visegrad a partir de 1898, e concluiu os seus estudos secundários em Sarajevo no ano de 1912. Juntou-se depois ao movimento nacionalista revolucionário Mlada Bosna e, com o assassinato do Arquiduque Francisco Fernando da Áustria em 1914 (acontecimento da responsabilidade do grupo e que despoletou a Primeira Grande Guerra), Andric foi capturado e condenado a três anos de cadeia.
Embora tivesse já figurado em antologias, Ivo Andric publicou o seu primeiro livro em 1918, uma coletânea de poemas em prosa com o título Ex Ponto. Nesse mesmo ano pôde prosseguir os seus estudos, que empreendeu em universidades como a de Zagreb, Viena, Cracóvia e Graz, doutorando-se em Filosofia em 1924.
Entretanto, a partir de 1920 foi membro do Corpo Diplomático da Jugoslávia ainda embrionária. Cumpriu missões junto do Vaticano, em Genebra, Madrid, Bucareste, Paris, Bruxelas e Berlim, entre muitas outras representações diplomáticas. Durante essa época publicou algumas obras, entre as quais Nemiri (1920), Put Alije Djerzeleda (1920) e Pripovetke I-III (1924-36).
No ano de 1941, as tropas alemãs invadiram a Jugoslávia. Regressando ao seu país, Ivo Andric foi submetido a prisão domiciliária em Belgrado. Pôde então tornar-se bastante prolífico, escrevendo obras que publicou após o fim da Segunda Guerra Mundial. Na Drini Cuprija (1945, A Ponte sobre o Drina), em que conta a história de uma famosa ponte de Višegrad, desde o século XVI até ao início da Primeira Grande Guerra, Travnicka Hronika (1945, História da Bósnia) e Gospodjica (1945), são considerados os seus melhores trabalhos.
No período do pós-guerra, Ivo Andric aderiu ao Partido Comunista e apoiou o estabelecimento do Marechal Tito na formação da República Popular da Jugoslávia. Em 1949 foi eleito representante da Bósnia na assembleia federal.
Galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1961, Ivo Andric faleceu a 13 de março de 1975, em Belgrado.

Imprensa:
«Laxness é um mestre da imaginação, a oitava maravilha do mundo literário.»
Die Welt

«Através do pensamento das suas personagens e de diálogos magistrais, Laxness ilumina uma época ao mesmo tempo que faz da epopeia de um homem o símbolo da perseverança de um povo. O Sino da Islândia é uma obra-prima.»
José Riço Direitinho, Público

«O Sino da Islândia está para a literatura islandesa como a Odisseia está para a Literatura Mundial. (...) A edição de O Sino da Islândia, traduzido meticulosamente por João Reis, é um relevante acontecimento editorial pela sua evidente qualidade literária.» 
Mário Rufino, Diário Digital

«[Laxness] é como um cantor das antigas sagas que nos canta o Homem em todo o seu esplendor e mesquinhez.»
Marguerite Duras

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