Cavalo de Ferro | "A Ponte Sobre o Drina" de Ivo Andric

12:30

P.V.P.: 18,89 € 
(à data da publicação deste post)
Nº de Páginas: 256


Sobre a obra:
No início o leitor encontra-se em pleno Século XVI, em Visegrad, cidade na fronteira entre a Sérvia e a Bósnia. Mehmed-Paxá, Grão-vizir, sonha ainda com o dia em que, criança, foi separado da sua família cristã, obrigado a atravessar para a outra margem do rio. É essa criança que agora, décadas depois, convertido à fé do Islão, dá a ordem de construção de uma ponte sobre o rio Drina. Esta é a história épica dessa ponte, e também a dos seus habitantes.
A sua edificação exigiu anos de trabalho árduo, lágrimas e sangue, sacrifícios e vítimas. Ao longo dos séculos a ponte foi local de passagem, de encontros, de conversas, de conspirações; sofreu inundações, foi encerrada para impedir o alastrar da peste, assistiu a suicídios; sobre ela transitaram exércitos em fuga e desfilaram outros vitoriosos; nela foram executados espiões, viu o desmoronar de Impérios, e o nascer de novas nações...

Romance histórico, grande épico europeu, «A Ponte sobre o Drina» pertence à categoria das obras incontornáveis da literatura mundial. Finalmente de volta às livrarias portuguesas numa nova edição.

Sobre autor:
PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1961

Escritor sérvio, Ivo Andric nasceu a 10 de outubro de 1892 na pequena aldeia de Dolac, nas cercanias de Trávnik, então pertença do Império Austro-Húngaro. O pai, artesão, faleceu quando o pequeno Ivo contava apenas três anos de idade, pelo que foi criado pela mãe e pela tia, ambas católicas fervorosas.
Frequentou a Escola Primária de Visegrad a partir de 1898, e concluiu os seus estudos secundários em Sarajevo no ano de 1912. Juntou-se depois ao movimento nacionalista revolucionário Mlada Bosna e, com o assassinato do Arquiduque Francisco Fernando da Áustria em 1914 (acontecimento da responsabilidade do grupo e que despoletou a Primeira Grande Guerra), Andric foi capturado e condenado a três anos de cadeia.
Embora tivesse já figurado em antologias, Ivo Andric publicou o seu primeiro livro em 1918, uma coletânea de poemas em prosa com o título Ex Ponto. Nesse mesmo ano pôde prosseguir os seus estudos, que empreendeu em universidades como a de Zagreb, Viena, Cracóvia e Graz, doutorando-se em Filosofia em 1924.
Entretanto, a partir de 1920 foi membro do Corpo Diplomático da Jugoslávia ainda embrionária. Cumpriu missões junto do Vaticano, em Genebra, Madrid, Bucareste, Paris, Bruxelas e Berlim, entre muitas outras representações diplomáticas. Durante essa época publicou algumas obras, entre as quais Nemiri (1920), Put Alije Djerzeleda (1920) e Pripovetke I-III (1924-36).
No ano de 1941, as tropas alemãs invadiram a Jugoslávia. Regressando ao seu país, Ivo Andric foi submetido a prisão domiciliária em Belgrado. Pôde então tornar-se bastante prolífico, escrevendo obras que publicou após o fim da Segunda Guerra Mundial. Na Drini Cuprija (1945, A Ponte sobre o Drina), em que conta a história de uma famosa ponte de Višegrad, desde o século XVI até ao início da Primeira Grande Guerra, Travnicka Hronika (1945, História da Bósnia) e Gospodjica (1945), são considerados os seus melhores trabalhos.
No período do pós-guerra, Ivo Andric aderiu ao Partido Comunista e apoiou o estabelecimento do Marechal Tito na formação da República Popular da Jugoslávia. Em 1949 foi eleito representante da Bósnia na assembleia federal.
Galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1961, Ivo Andric faleceu a 13 de março de 1975, em Belgrado.

Imprensa:
«Uma das maiores obras-primas do século»
Times Literary Supplement

«Uma ponte construída no século XVI, cuja solidez contrasta com a efemeridade das vidas daqueles que a cruzam através do tempo.»
Expresso-Atual

«5 estrelas. Com uma escrita de elegante simplicidade e precisão, Ivo Andric´ tece diante de nós histórias que atravessam séculos de sangrentos conflitos religiosos e políticos.»
José Riço Direitinho, Público-ípsilon

«O livro tem o tamanho da História e até está na lista de obras representativas da Humandade da UNESCO. Mas é ainda mais do que isso. É séculos e séculos de existências fugazes. Conversas, lágrimas, risos, amores, suicídios, quedas e trinfos. Uma trama delicada de nadas que significam tudo.»
Catarina Homem Marques, Sol

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