Provocante e poderosamente ambivalente, Tarântula é uma extraordinária meditação sobre violência, memória, trauma e as complexas consequências do Holocausto.
Prémio Médicis Estrangeiro 2024 (França) Prémio da Crítica 2024 (Espanha).
Em finais de 1984, dois jovens irmãos, exilados há anos nos Estados Unidos, voltam à Guatemala para participar num acampamento de crianças judias, num bosque perdido nas montanhas do altiplano. Pouco sabem do seu país natal e quase não falam espanhol, mas os pais fizeram questão de que passassem uns dias no acampamento a fim de aprenderem não apenas formas de sobrevivência na natureza, como também formas de sobrevivência na natureza para crianças judias. O que não é a mesma coisa, disseram-lhes. Tudo corre tranquilamente até que, uma manhã, as crianças são acordadas aos gritos por uma figura aterradora, fardada de preto e com uma enorme tarântula a caminhar no braço esquerdo. Depressa descobrem que o acampamento se transformou em algo muito mais sinistro: agora, cada um terá de encontrar a sua própria forma de sobreviver.
Neste livro, o autor regressa a um acontecimento da sua infância na Guatemala complexa e violenta do conflito armado, cujos motivos e ramificações só principiarão a esclarecer-se umas décadas mais tarde, durante reencontros fortuitos em Paris e em Berlim com alguns dos seus enigmáticos protagonistas. Uma nova peça do romance em movimento que é a obra de Eduardo Halfon, um dos projetos literários mais relevantes do panorama atual.