Quando a primeira frase de um romance se torna imortal, a eternidade recebe, de braços abertos, o seu autor. Porém, quando Jane Austen escreveu Orgulho e Preconceito, uma mulher escritora que publicava e cuja obra viria a ter milhões de leitores, através dos séculos, estava longe de toda e qualquer cogitação. E assim voltamos ao início, que é «uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro em posse de uma boa fortuna necessita de uma esposa», e voltamos de outro modo.
A chegada de dois jovens cavalheiros, solteiros e ricos, às paragens vizinhas de Longbourn alimenta na Sra. Bennet a esperança de que os sinos da igreja não tardem a dobrar. Procurando desesperadamente arranjar um bom casamento para as suas cinco filhas, vê Jane, a mais velha, alimentar rápida e apaixonada afeição pelo Sr. Bingley. E, quando olha para Elizabeth, outra das irmãs, descobre-a empenhada e magnificamente pronta a desafiar o altivo Sr. Darcy. Entre equívocos e julgamentos precipitados, vaidades e fraquezas, o orgulho de Darcy e o preconceito de Lizzy tentarão travar o curso do amor verdadeiro numa tela efervescente da vida rural na paisagem inglesa do final do século XVIII.
Publicado em 1813 como obra de autor anónimo — «pela autora de Sensibilidade e Bom Senso», editado dois anos antes —, Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, é hoje considerado uma das obras-primas mais importantes na história da literatura inglesa. E, com a lucidez universal e intemporal dos grandes clássicos, uma das histórias de amor mais célebres de todos os tempos.