"A Cada um o Seu" de Leonardo Sciascia | Editorial Presença


A Cada um o Seu


Sobre livro:
Numa aborrecida tarde de agosto, numa pacata localidade do interior da Sicília, o farmacêutico Manno recebe uma carta anónima com uma ameaça clara: «Vais morrer pelo que fizeste.» Homem respeitado, bem casado e de vida discreta, não acredita que o aviso seja sério. Engana-se. Poucos dias depois, durante uma caçada, é brutalmente assassinado juntamente com o médico Roscio, outro notável da terra.

Enquanto os rumores se espalham e a polícia e os carabinieri se perdem em falsas pistas, apenas Laurana, um tímido professor de liceu, solitário e culto, decide levar o caso a sério. Uma pista aparentemente insignificante - palavras recortadas de um jornal católico e conservador, L’Osservatore Romano, com o lema «A Cada qual o que é seu» no verso - acaba por o conduzir a uma investigação perigosa sobre as vítimas e sobre os próprios habitantes da vila. Incapaz de avaliar o risco a que se expõe, Laurana vê-se envolvido numa teia de interesses muito maior do que poderia imaginar.

Publicado originalmente em 1966, A Cada um o Seu foi adaptado ao cinema por Elio Petri, em 1967, com o título Crimes à Moda Antiga. Atualmente, o livro está traduzido em todo o mundo e é considerado uma obra-prima de Leonardo Sciascia e da literatura italiana do século XX.

Sob a aparência de um romance policial irónico, Sciascia constrói uma narrativa implacável sobre o poder, a hipocrisia e a violência latente numa sociedade em que a verdade raramente vence os interesses dos poderosos.

Sobre autor:
Nascido em Racalmuto, na Sicília, em 1921, Leonardo Sciascia ficou na história como um dos mais importantes autores italianos do século XX. Os seus romances são claramente marcados pelo ambiente de corrupção política e convulsões sociais que assolaram a Itália daqueles anos e constituem, no seu conjunto, uma fina e acutilante crítica de época.
Além da escrita, Leonardo Sciascia havia também de pisar a arena política, no Parlamento Italiano e no Europeu, após ter sido Conselheiro Municipal de Palermo.
Depois da sua morte, em 1989, O Dia da Coruja, o seu mais importante livro, encontrou novas gerações de leitores, sendo hoje o romance mais lido do autor em Itália.

Imprensa:
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