Tudo se passa numa vila pitoresca, onde cabem o amor, o mar bravio, homens e mulheres errantes e a esperança na superação.
Afastada dos grandes centros, existe uma vila habitada por gente solitária, marinheiros, padres, músicos, mulheres desamparadas, crianças que teimosamente querem viver no mundo dos adultos e amantes que recomeçam ou desistem. Todos eles gente como nós, figuras aparentemente comuns e imperfeitas que, pelas circunstâncias do coração, ocasionalmente se entrelaçam, arriscando a felicidade.
São aqui contadas, a várias vozes, as histórias da morte que estrebucha pelas esquinas, do amor que persiste e da saudade de garras afiadas. Falam-nos de um escritor e dos seus exorcismos, de Maria do Mar que da mágoa se dilui com o marido que o oceano engoliu, do homem que regressou para o funeral do seu pai e acabou por encontrar-se, de Marco Marreco que lê poesia às pedras, do padre Dâmaso que, em garrafas, lança cartas às ondas.