"Embaixada a Calígula" de Agustina Bessa-Luís | Relógio D'Água


Embaixada a Calígula


Sobre livro:
Este livro nasce da viagem que Agustina Bessa-Luís fez com o marido, em 1959, para participar num congresso em Aix-en-Provence, que reuniu destacadas figuras da literatura europeia. Em monótonas e quentes tardes de Verão, poetas e pensadores juntam-se para debater o destino da Europa, um tema com pouco de original e já nessa época bastante acabrunhante.

Com o seu génio particular, e fazendo-se acompanhar em imaginação por Fílon de Alexandria nas diversas cidades que visita, Agustina vai desdobrar esta viagem no acompanhamento de uma embaixada encarregada de tentar convencer um imperador romano a assegurar os direitos do povo judeu de Alexandria. Fixa a sua atenção em Calígula, que não passava de um homem vulgar, dos que «matam com naturalidade, no palco onde vocifera umas vezes o bom senso, outras vezes o sentimento da divinização», e que passa a representar a Europa e o Ocidente como destino.

Sobre autor:
Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante, a 15 de outubro de 1922. A sua infância e adolescência são passadas nesta região, cuja ambiência marcará fortemente a obra da escritora. Estreou-se como romancista em 1948, com a novela Mundo Fechado, tendo desde então mantido um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas, contando com mais de meia centena de obras.
Representou as letras portuguesas em numerosos colóquios e encontros internacionais e realizou conferências em universidades um pouco por todo o mundo.
Foi membro do conselho diretivo da Comunitá Europea degli Scrittori

Imprensa:
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