Sobre livro:Talvez nenhum outro autor tenha visto a sua realidade tão invadida pela ficção como Javier Marías, nem tantas pessoas a comportarem-se como as personagens dos seus romances; talvez nenhum outro autor tenha também mergulhado tão intensamente nas páginas que escreveu.
Neste livro a que chamou «falso romance», Marías revisitou Todas as Almas, publicado anos antes e que despertara nele um mundo adormecido onde tudo cabe: o acaso e a fatalidade, a fortuna e o infortúnio, uma bala perdida no México, uma maldição familiar em Havana, um rapaz surdo que escreve o nome de trás para a frente e até um piloto mercenário que engana a morte. Com a destreza de um cirurgião, o autor disseca as estranhas e revela os segredos da anatomia da sua obra. A voz do autor-narrador é como um barco à deriva entre o espaço e o tempo, entre a realidade vivida e a realidade sonhada, rumo à própria literatura.
Em Negras costas do tempo, romance crucial na trajetória de Javier Marías e na história da literatura espanhola desde então, a voz do autor é mais ambiciosa do que nunca: «a voz do tempo, quando ainda não há passado».
Sobre autor:Javier Marías (1951-2022), nasceu em Madrid.
Foi um dos mais destacados escritores espanhóis dos últimos cinquenta anos.
A sua obra encontra-se publicada em 46 idiomas e 59 países, com cerca de dez milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.
Escreveu dezasseis romances, vários livros de contos e de ensaio, a maioria dos quais publicados em Portugal pela Alfaguara: Tomás Nevinson, Berta Isla (Prémio da Crítica), Assim começa o mal, Os enamoramentos (Prémio Giuseppe Tomasi di Lampedusa; Prémio Qué Leer), Coração tão branco (Prémio da Crítica; Prix l’Oeil et la Letre; IMPAC Dublin Literary Award), Amanhã na batalha pensa em mim (Prémio Fastenrath; Prémio Rómulo
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