Sobre livro:«As felicidades haviam de vir: e para as apressar eu fazia tudo o que devia como português e como constitucional: — pedi-as todas as noites a Nossa Senhora das Dores, e comprava décimos da loteria.»
Uma campainha tinida em Lisboa transforma, por obra do Diabo, um mandarim morto na China num funcionário régio rico em Lisboa. Se a avareza é um pecado fácil de autojustificar, o mesmo não acontece com o homicídio: atormentado pelas consequências da sua ganância, Teodoro, o novo rico sem hífen, mergulha num profundo dilema existencial que tentará sanar por todos os meios.
Nesta novela alegórica sobre a fragilidade da moral e da ética, Eça de Queirós explora o cenário hipotético que oferece a um homem a possibilidade de cometer um crime sem ser descoberto.
Sobre autor:Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e é considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70. Terminado o curso, fundou o jornal , em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística. Em 1871, proferiu a conferência «O Realismo como nova expressão da Arte», integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e
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