Se me partiram o coração, então, para mim, morreram. Ficticiamente. Agora imaginem quão surpreendida fiquei quando todos os rapazes que me partiram o coração começaram a morrer. Literalmente.
Sempre que um rapaz me parte o coração, escrevo-lhe um elogio fúnebre no meu diário. É uma espécie de ritual: encontrar um fim através do luto criativo. Eles não morrem mesmo… ou, pelo menos, não morriam. Agora? Estes rapazes não estão apenas mortos para mim, estão mortos para todos. E eu sou a principal suspeita.
Com o meu último ano na Pembroke College (e o meu futuro) em risco, não outra escolha senão tornar-me detetive. Infelizmente, isso significa juntar-me ao Asher, o meu eterno arqui-inimigo, que é insuportável e que aparece sempre quando menos preciso dele. Discutimos, trocamos farpas, quase nos envolvemos ocasionalmente, mas com o número de cadáveres a aumentar e o meu nome no quadro de suspeitos, não há tempo para distrações.
Entre festas universitárias, ex-namorados complicados, mortes suspeitas e uma investigação por homicídio da qual nunca quis fazer parte, uma coisa é certa: não era assim que eu imaginava o meu último ano na faculdade. Resta-me descobrir quem é o verdadeiro assassino… antes que alguém acabe por escrever o meu elogio fúnebre.