Sobre livro:«Eu ia para o meu quarto e depositava o saque no tapete. Era cada vez mais difícil encontrar espaços livres para guardar as lembranças que me trazias […]. Havia-as de todos os países, de todos os cantos do planeta, no meu quarto, que, viagem após viagem, se tornava o mapa-múndi da tua ausência diária.»
Em Bucareste, um filho e uma mãe há muito distantes reencontram-se. Um reencontro que não chega a sê-lo, porque a mãe acaba de morrer. De Itália até à Roménia, Lorenzo refaz o caminho que levou Lula para longe. Observando as mesmas paisagens e ocupando os lugares onde ela viveu durante os longos anos em que estiveram separados, Lorenzo leva a cabo o seu solitário trabalho de memória: tenta reconstituir o rosto de uma mulher cujo retrato se foi tornando cada vez mais fugidio, e analisa impiedosamente as fundas cicatrizes do seu próprio abandono.
Se Guardasses os Nossos Pecados é uma comovente carta da mais longa despedida. Mestre de uma escrita hipnótica, Andrea Bajani constrói uma narrativa tensa e sublime, situada na intersecção de ilusões desfeitas, possibilidades de recomeço e um amor incondicional. Uma elegia, um réquiem, um acerto de contas — um romance precioso.
Sobre autor:Andrea Bajani nasceu em Roma, em 1975. É autor de ficção, poesia, teatro e reportagem. Publicou uma dezena de romances, entre os quais Cordiali saluti, Se consideri le colpe — reconhecido com os prémios Super Mondello, Brancati, Recanati e Lo Straniero —, Ogni promessa — que recebeu o Premio Bagutta —, Un bene al mondo ou Il libro delle case — finalista dos prémios Strega e Campiello. Colaborou com os jornais La Stampa, L’Unità, Il manifesto e Libération. Foi professor na Rice University (Texas, Estados Unidos). Os seus livros estão traduzidos em mais de vinte e cinco idiomas. O aniversário marca a estreia do escritor em Portugal.
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