Sobre livro:A liberdade de pensar começa, por vezes, onde as palavras deixam de obedecer.
Uma mulher regressa de nadar num lago e encontra, no jornal, fotografias de refugiados. Sócrates escreve da prisão e pede que não deixem Platão visitá-lo. Uma reflexão sobre palavras antigas abre-se à recordação da morte da mãe.
Em A Norma Errada, Anne Carson acompanha estes encontros imprevistos entre aquilo que lemos, aquilo que vivemos e aquilo que mal conseguimos compreender. Joseph Conrad e Flaubert convivem com notícias de guerra, recordações familiares e pequenos desastres quotidianos. Um jantar demasiado ruidoso pode revelar a solidão de quem procura companhia; uma palavra aparentemente simples pode conter uma história de violência.
Poemas em prosa, narrativas, ensaios e imagens criadas pela autora dão forma a um livro em que o pensamento muda de direcção, hesita e regressa aos lugares onde alguma coisa ficou por dizer. A erudição convive com o absurdo e com a atenção a um gesto, a uma frase ou a uma paisagem. Carson escreve sobre a memória, a liberdade e a perda, conservando o humor mesmo quando se aproxima do que mais dói.
Desenhos, colagens e intervenções sobre a página prolongam esta experiência de leitura, tornando visível o trabalho de uma imaginação que continua a experimentar.
Sobre autor:PRÉMIO NOBEL DE LITERATURA 2026
Anne Carson (21 de junho de 1950) é uma poeta, ensaísta, tradutora e professora de clássicos canadiana. Carson viveu em Montreal vários anos e lecionou na Universidade McGill, na Universidade de Michigan e na Universidade de Princeton, de 1980 a 1987. Foi bolsista do Guggenheim em 1998 e, em 2000, recebeu uma bolsa da MacArthur. Também ganhou um prémio literário Lannan.Em 1986, Carson publicou o seu primeiro livro, Eros the Bittersweet. Nomeado um dos 100
Imprensa:-