"Berengária, o Anjo da Noite" de Deana Barroqueiro | Saída de Emergência


Berengária, o Anjo da Noite


Sobre livro:
Portugal, 1214. O reino é jovem, mas profundamente europeu, tecendo alianças através de casamentos dinásticos. Berengária, filha de D. Sancho I, é uma dessas peças no tabuleiro político: aos dezasseis anos, é enviada para casar com Valdemar II da Dinamarca, um rei viúvo de quarenta e quatro anos que governa um dos reinos mais poderosos do Norte.

A viagem é longa, o destino assustador. Berengária parte sem família, sem conhecer a língua, acompanhada apenas por algumas aias. Deixa o sol português rumo ao frio escandinavo, aos costumes estranhos, a uma corte que não a quer. Valdemar ainda chora Dagmar, a primeira esposa, elevada pela memória popular à santidade — o «Anjo do Dia», a rainha perfeita, insubstituível.

Berengária torna-se, inevitavelmente, o seu oposto: a estrangeira, a intrusa, a culpada. As lendas transformam-na na «má rainha Bengerd», no «Anjo da Noite», atribuindo-lhe vícios que não teve e desgraças que não causou. Apesar de dar quatro filhos ao marido — três dos quais serão reis da Dinamarca —, a História escolheu silenciá-la, apagando a sua humanidade.

Este romance trata, pela primeira vez, um tema invisibilizado pela História: o destino das jovens infantas — quase crianças — que casavam e eram enviadas sozinhas para países cuja língua desconheciam, entregues a maridos que nunca tinham visto, forçadas a servir alianças políticas com o corpo e a alma.

Escrito num tom levemente arcaizante que recria o ritmo e a linguagem medievais, Berengária, o Anjo da Noite é um romance sobre solidão, coragem e injustiça histórica — e sobre todas as mulheres que construíram a Europa pagando um preço que ninguém registou.

Sobre autor:
Deana Barroqueiro nasceu nos EUA e emigrou para Portugal aos dois anos. Licenciou-se em Filologia Românica, na Faculdade de Letras de Lisboa, a que se seguiram 35 anos a lecionar Língua e Literatura Portuguesa e Francesa. Entre a sua obra publicada inclui-se: Cruzeiro do Sul; Contos Eróticos e Novos Contos Eróticos do Velho Testamento; D. Sebastião e o Vidente e 1640; O Navegador da Passagem — Bartolomeu Dias, O Espião de D. João II — Pêro da Covilhã, O Corsário dos Sete Mares — Fernão Mendes Pinto; Rascunhos Secretos — Fernão de Magalhães. A sua obra de não-ficção História dos Paladares em 3 volumes conquistou o Gourmand Best in the World Awards — Series

Imprensa:
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