"O Senhor do Paço de Ninães" de Camilo Castelo Branco | INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda


O Senhor do Paço de Ninães


Sobre livro:
Esta obra transporta-nos para o ano de 1567, segue a viagem do Senhor do Paço de Ninães, Rui Gomes de Azevedo. Numa mudança de eventos, o pai de D. Leonor, a sua amada, promete a filha ao primo João Esteves. Imerso num profundo desgosto, Rui abandona a sua terra, tal como os ideias que outrora defendia, alista-se e parte para combater na Batalha de Alcácer Quibir junto ao Rei D. Sebastião. É de conhecimento geral o que se sucedeu após a Batalha de Alcácer Quibir e que esta teve como consequência a perda da independência de Portugal.

Seguimos a viagem de Rui de Azevedo a tentar voltar à pátria depois da derrota, a apoiar a aclamação ao trono de D. António e a consequente necessidade de abandonar Portugal após D. Filipe ter tomado a coroa. A restante vida da personagem existe à base da mera sobrevivência, conformidade com o atual estado da nação e das suas escassas opções. Rui percorre o mundo, desempenha várias funções, dedica-se ao comércio no Oriente, abriga-se num mosteiro, encontra novos amigos, mas todas as suas aventuras são descritas sem cor, sem menções às paisagens, é uma narrativa meramente factual, toda ela inundada numa profunda tristeza.

Sobre autor:
Nasceu em 1825, em Lisboa, e faleceu em 1890, em S. Miguel de Seide (Famalicão). Com uma breve passagem pelo curso de Medicina, estreia-se nas letras em 1845 e em 1851 publica o seu primeiro romance, Anátema. Em 1860, na sequência de um processo de adultério desencadeado pelo marido de Ana Plácido, com quem mantinha um relacionamento amoroso desde 1856, Camilo e Ana Plácido são presos, acabando absolvidos no ano seguinte por D. Pedro V. Entre 1862 e 1863, Camilo publica onze novelas e romances, atingindo uma notoriedade dificilmente igualável. Tornou-se o primeiro escritor profissional em Portugal, dotado de uma capacidade

Imprensa:
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