Esta obra transporta-nos para o ano de 1567, segue a viagem do Senhor do Paço de Ninães, Rui Gomes de Azevedo. Numa mudança de eventos, o pai de D. Leonor, a sua amada, promete a filha ao primo João Esteves. Imerso num profundo desgosto, Rui abandona a sua terra, tal como os ideias que outrora defendia, alista-se e parte para combater na Batalha de Alcácer Quibir junto ao Rei D. Sebastião. É de conhecimento geral o que se sucedeu após a Batalha de Alcácer Quibir e que esta teve como consequência a perda da independência de Portugal.
Seguimos a viagem de Rui de Azevedo a tentar voltar à pátria depois da derrota, a apoiar a aclamação ao trono de D. António e a consequente necessidade de abandonar Portugal após D. Filipe ter tomado a coroa. A restante vida da personagem existe à base da mera sobrevivência, conformidade com o atual estado da nação e das suas escassas opções. Rui percorre o mundo, desempenha várias funções, dedica-se ao comércio no Oriente, abriga-se num mosteiro, encontra novos amigos, mas todas as suas aventuras são descritas sem cor, sem menções às paisagens, é uma narrativa meramente factual, toda ela inundada numa profunda tristeza.