"No Anexo" de Sharon Dogar

outubro 19, 2011


Autor: Sharon Dogar
P.V.P.: 17,91 € (aqui)
Data 1ª Edição: 2011
Nº de Edição:
ISBN: 9789895578498
Nº de Páginas: 704
Dimensões: - x - mm
Colecção: -
Editora: Edições ASA

“Recriar pode ser importante para manter a história viva”, revela Sharon Dogar sobre o seu romance – No Anexo - que chega hoje às livrarias do país, sob a chancela das edições ASA. Este livro, da mesma coleção de “O rapaz do pijama às riscas”, de John Boyne, revela segundo a crítica internacional e a opinião da autora, que não restam dúvidas em relação ao amor que Anne Frank e Peter van Pels viveram durante o tempo passado no Anexo, entre 1942 e 1944.

Charlie Sheppard, diretor editorial da Anderson Press, que lançou o livro no outono passado, afirma que Dogar está convencida de que o casal passou por momentos de intimidade. “Sharon leu e releu os diários de Anne e não tem dúvidas de que estavam apaixonados”, relatou ao Times. “Eles falam de amor no diário. Até porque as hormonas de ambos estavam ao rubro.”

“Os factos do Holocausto não são uma coisa com que os escritores devam brincar, mas o que podemos fazer é recriar a história do que aconteceu entre as pessoas que estavam no Anexo – e o que sentiam umas pelas outras. O que diria Anne agora acerca de tudo, se pudesse? É quase certo que seria mais caridosa em relação à mãe e a Fritz Pfeffer. O que sentimos na adolescência pode ser forte e apaixonado, mas não é verdade única.

E o que teriam os outros a dizer acerca do retrato que ela fez deles – sobretudo Peter? Isto é o que eu imaginei. Como seriam os factos do ponto de vista de Peter? Fiz os possíveis por não alterar o relato da vida deles no Anexo (dentro do que se consegue saber), nem do que aconteceu depois de o deixarem e entrarem no mundo dos campos de extermínio nazis.

Recriar pode ser importante para manter a História viva, e não havia ninguém mais sagazmente alerta, inteligente e curiosa em relação ao mundo do que Anne Frank. Infelizmente, não podemos mudar o que lhe aconteceu, nem à sua família e amigos. Mas podemos continuar a contar a sua história, continuar a pensar no que significa ser-se humano, tanto no amor como no ódio que sentimos por nós próprios – e podemos (tal como Anne Frank fez) tentar que os factos do que aconteceu na Segunda Guerra Mundial permaneçam vivos para cada nova geração, na esperança de que se mantenham cientes de como podem ser catastróficas as consequências do ódio.”, revela a autora na Sinopse de No Anexo http://www.youtube.com/watch?v=_rrbKQ8GZqQ


No Anexo está a ser um sucesso a nível internacional, também pela curiosidade que tem gerado no seio da comunidade de estudiosos e seguidores de Anne Frank. “O problema é que o escritor nem sempre pode escolher o que vai escrever”, explicou a autora ao jornal inglês The Guardian. “A ideia deste livro perseguiu-me durante 15 anos. Tentei muito não o escrever, porque me levantava sérios problemas; não podia fazer justiça, não estava certa de que seria legítimo e pensava não ter o talento necessário para descrever os horrores do Holocausto. Mas, por vezes as histórias invadem-nos e não somos capazes de as travar.”

Dogar diz ter feito todos os esforços para retratar os acontecimentos e as personagens com a maior acuidade, citando correspondência que manteve com o único familiar sobrevivente de Anne, o seu primo Buddy Elias, a quem acalmou as dúvidas iniciais sobre a legitimidade do livro, mas que acabou por lhe desejar a maior sorte na publicação: http://articles.nydailynews.com/2010-06-20/entertainment/27067685_1_diary-bergen-belsen-concentration-camp-peter-van-pels; http://www.guardian.co.uk/books/2010/jun/22/anne-frank-sharon-dogar

Sobre a obra:
“Estou com medo. Com medo de cair e não conseguir parar. Com medo de nunca vir a fazer amor com uma rapariga. Com medo de ser cobarde. Com medo de estarmos encurralados. Com medo de podermos ser apanhados. Com medo de que seja o meu fantasma que ali está parado, à minha espera ao fundo das escadas. Que seja só isto – tudo o que resta da minha vida.”
Petervan Pels e a família estão escondidos com os Franks, e Peter vê tudo com um olhar diferente. Como será ser-se obrigado a viver com Anne Frank? Odiá-la e depois dar por si apaixonado por ela? Saber que se é tema do seu diário dia após dia? Como será ficar sentado à espera, olhar por uma janela enquanto outros morrem e desejar estar a combater?
O diário de Anne termina a 4 de Agosto de 1944, mas, nesta história imaginada, a experiência de Peter continua para além da traição e chega aos campos de extermínio nazis.
“Está aí alguém?”, pergunta ele. “Está alguém a ouvir?”
Nós devíamos estar.

Sobre autor:
Sharon Dogar nasceu em Liverpool, no ano de 1962. É psicoterapeuta de crianças e vive em Oxford com a família. Descobriu o diário de Anne Frank quando era criança e, de novo mais recentemente, quando a filha começou a lê-lo.
Durante a pesquisa e a escrita deste livro, a autora passou várias horas a absorver a atmosfera do Anexo.
Este é o seu terceiro romance para jovens-adultos, que segue os títulos Waves (2007) e Falling (2009).

Sobre O Diário de Anne Frank:
O diário de Anne Frank, escrito entre 12 de Junho de 1942 e 1 de Agosto de 1944, durante a II Guerra Mundial, tem uma importância vital para a nossa história. Conta-nos com algum pormenor como foi viver escondido durante a ocupação nazi e “a limpeza na Holanda”.

O conjunto de relatos, que recebeu o nome de Diário de Anne Frank, foi publicado pela primeira vez em 1947 e é considerado um dos livros mais importantes do século XX. No passado mês de Setembro foi lançado o Diário completo, uma nova edição que traz na íntegra o diário de Anne Frank, com todos os trechos que o seu pai cortou para a publicação de 1947, já tão conhecida e lida pelo grande público. É comovente descobrir que mesmo no contexto tenebroso do nazismo e da guerra, ela viveu problemas e conflitos de uma adolescente de qualquer lugar e tempo. Anne Frank registou admiravelmente a catástrofe que foi a Segunda Guerra Mundial. O seu diário está entre os documentos mais duradouros produzidos neste século, mas é também uma narrativa terna e incomparável, que revela a força indestrutível do espírito humano.

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