"Peto" de Paula Cairo

novembro 05, 2011


Autor: Paula Cairo
P.V.P.: 15,00 € (aqui)
Data 1ª Edição: 2011
Nº de Edição:
ISBN: 978-972-20-4872-9
Nº de Páginas: 200
Dimensões: - x - mm
Colecção: -
Editora: Livros d'Hoje


Sobre a obra:
O Peto apareceu na rua, ainda bebé, e lá viveu durante doze longos anos, comendo dos caixotes do lixo. A certa altura, duas senhoras repararam nele e foram-no protegendo como podiam, dando-lhe comida e água. E ele por ali foi ficando. Foi recolhido duas vezes por pessoas que o voltaram a abandonar porque, afinal, era grande demais ou deixava a casa cheia de pelos. Na sua vida na rua, foi agredido diversas vezes e durante muito tempo teve dificuldade em usar as patas traseiras. Foi também atropelado mais do que uma vez. Chegou a ser esfaqueado na barriga. Tinha Leishmaniose, e por dormir tantos anos ao relento sofria ainda de artrite, passando a ter de tomar medicação quatro vezes ao dia. Foi atacado diversas ocasiões por cães com «donos perigosos» e o seu corpo ficou marcado por várias cicatrizes.
Enfrentou duas denúncias de vizinhos, que não o queriam ali. Numa das vezes acabou num canil para ser abatido, como tantos outros cães vadios. Mas foram buscá-lo e ele voltou à sua rua. A sua sorte mudou quando, um dia, Paula, reparou no cão meigo e triste que se arrastava cheio de sangue, terra e pó. Começou por lhe limpar as feridas. Acabou por saber a sua história e seis meses depois, em Novembro de 2005, levou-o para casa e encheu-o de amor. Peto escapou da morte nesse inverno.

Sobre autor:
PAULA CAIRO nasceu em Palmela e vive por acaso no Seixal. Passou parte da infância no Alentejo onde conviveu com toda a espécie de animais e desde que se lembra sempre os adorou por os considerar seres sensíveis, puros e genuínos. Para além de cães e gatos teve um pato, um porco, uma galinha, uma pomba e ratos de estimação. Todos, em alturas diferentes da vida andaram por sua casa, uma imensidão de 12 assoalhadas. Sempre gostou de ouvir histórias contadas. Mais tarde começou a escrever algumas coisas, mas acabaram sempre no lixo. Mas foi o Peto que lhe deu coragem para se expor escrevendo para os outros lerem. Estes textos foram escritos ao longo de três anos. Neste momento tem três cadelas que adotou, uma delas em cadeirinha de rodas.

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