"A Mulher Singular e a Cidade" de Vivian Gornick | Dom Quixote


A Mulher Singular e a Cidade


Sobre livro:
Provocador e profundamente tocante, um livro que é uma ode à amizade, ao amor e à vida urbana.

Finalista do National Book Critics Circle Award, na categoria de Autobiografia.

Tendo como cenário Nova Iorque, A Mulher Singular e a Cidade explora os ritmos, os encontros fortuitos e as relações em constante mutação, tudo aquilo que moldou a sensibilidade de uma mulher ferozmente independente que deu corpo aos seus conflitos, não às suas fantasias, numa cidade que fez o mesmo.

A percorrer ininterruptamente o livro está a relação agitada de mais de vinte anos de Vivian Gornick com o seu melhor amigo Leonard, um homossexual sofisticado no que à sua infelicidade diz respeito, cuja amizade «lançou mais luz sobre a natureza misteriosa das relações humanas comuns do que qualquer outra forma de intimidade» por ela conhecida.

A relação entre Vivian e Leonard atua como um coro grego em relação à ação principal - o contacto contínuo da narradora com merceeiros, indigentes e porteiros, passageiros de autocarro, travestis e numerosos conhecidos. em Leonard, ela vê-se refletida sem artifícios; na rua, extrai sentido do que vê.

Nestas memórias, redigidas sob a forma de uma colagem narrativa que inclui excertos meditativos sobre o que constitui uma feminista moderna, o papel do flâneur na literatura urbana e a evolução da amizade ao longo dos últimos dois séculos, é-nos dada a ver a relação fecunda de Vivian Gornick com a cidade por excelência.

Sobre autor:
Vivian Gornick nasceu em Nova Iorque, em 1935. Autora de diversos livros de ensaios, memórias e biografias, é uma das lendas vivas do jornalismo feminista norte-americano. Começou a escrever para o jornal independente The Village Voice em 1969 – onde deu voz ao movimento feminista até se tornar uma das figuras mais reconhecidas nos Estados Unidos neste campo – e, posteriormente, em publicações como o The New York Times ou a The Nation.
Publicado em 1987, Vínculos Ferozes – uma verdadeira obra-prima entre os livros de memórias – ganhou recentemente um novo fulgor ao ser considerado pelos críticos literários do New York Times o Melhor Livro de Memórias dos Últimos 50 Anos.

Imprensa:
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