"O Dia dos Prodígios" de Lídia Jorge | Dom Quixote


O Dia dos Prodígios


Sobre livro:
Um livro de culto para todos os que se interessam pela mitologia do 25 de Abril.

O Dia dos Prodígios, primeiro romance de Lídia Jorge, publicado em 1980, constituiu um importante acontecimento literário. Tendo sido reconhecido de imediato o seu potencial inovador, continua a ser hoje em dia um livro de culto para todos os que se interessam pela mitologia do 25 de Abril.

Trata-se de um longo poema narrativo cuja acção decorre numa aldeia remota do Portugal profundo, visitada pela primeira vez pelos soldados da Revolução, mas os locais, preocupados com a morte de uma serpente, não entendem a mensagem da boa nova.

Sobre a sua forma, tão particular e inovadora, escreveu Pierre Léglise-Costa - «Lídia Jorge foi beber ao passado comum das mulheres mediterrânicas e desta extremidade do mundo ocidental que é a sua terra. Para traduzir os ritos, os gestos, os gritos e a ternura, ela encontrou o tom e as formas das litanias que, particularmente no Sul de Portugal, são a expressão, comum e muito antiga, tanto da vida como da esperança.»

Tão prodigioso quanto o seu título, O Dia dos Prodígios constitui um tesouro literário inestimável.

Sobre autor:
Romancista e contista portuguesa. Nasceu em 1946, no Algarve. Viveu os anos mais conturbados da Guerra Colonial em África. Foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. É professora do ensino secundário e publica regularmente artigos na imprensa. O tema da mulher e da sua solidão é uma preocupação central da obra de Lídia Jorge, como, por exemplo, em Notícia da Cidade Silvestre (1984) e A Costa dos Murmúrios (1988). O Dia dos Prodigíos (1979), outro romance de relevo, encerra uma grande capacidade inventiva, retratando o marasmo e a desadaptação de uma pequena aldeia algarvia. O Vento Assobiando nas Gruas (2002) é mais um romance da autora e aborda

Imprensa:
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