"A Cartuxa de Parma" de Stendhal | Quetzal Editores


A Cartuxa de Parma


Sobre livro:
O romance mais famoso de Stendhal, A Cartuxa de Parma, conjuga eventos históricos reais com uma Itália desenhada tanto pela sua fantasia como pelo rigor de um pintor realista. Desde a infância no castelo da família, nas margens do Lago de Como, até aos campos de batalha de Waterloo, Fabrizio demonstra ser simultaneamente obstinado e ingénuo. Depois da batalha, quando regressa ferido a Itália, o jovem começa a recuperar e a envolver-se em aventuras amorosas destinadas ao fracasso ou assentes em poeira. De Waterloo a Parma, Stendhal retrata as aventuras do jovem Fabrizio del Dongo, um herói romântico preso na teia da história e aprisionado pelo seu amor por Clélia Conti, o que o leva a refugiar-se num mosteiro, a Cartuxa de Parma, onde acaba por morrer, consumido por um terrível remorso. Esta história dramática, na qual quase todas as personagens perecem após um fim trágico, é também uma obra política, que critica tanto a sociedade francesa quanto a política italiana da época.

A perspicácia psicológica de Stendhal destaca-se, testando a coragem das suas personagens como até aí não tinha ocorrido na literatura francesa. Considerado pelos leitores contemporâneos como um dos maiores romances franceses do seu tempo, A Cartuxa de Parma está repleto de feitos militares, intrigas na corte e um romance que encerra tanto a excitação da juventude como as duras realidades que testam a felicidade e o desejo a cada instante.

É o retrato de uma Europa dividida entre os valores da Revolução Francesa e os do Antigo Regime.

Sobre autor:
Stendhal era apenas um dos vários pseudónimos usados por Henri Beyle, escritor francês nascido no dia 23 de janeiro de 1783, em Grenoble. Tendo ficado órfão de mãe com apenas sete anos, Henri partiu para Paris em 1799 com o pretexto de se matricular na École Polytechnique mas, no fundo, a sua verdadeira intenção era fugir à disciplina paterna para se tornar um famoso dramaturgo. Seria, no entanto, pelos seus romances que Stendhal ficaria conhecido.
Três anos mais tarde, depois de uma passagem pelo exército de Napoleão que o levara até Itália, Stendhal encontra-se de novo em Paris, envolvido em vários projetos literários que nunca chegariam a ser

Imprensa:
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