Este é o segundo romance do autor.
No primeiro, intitulado Hotel La Solitude, a obra organizava-se em três naipes. Ouros, Paus e Espadas. Irene, Luís e Vasco. O medo, a razão, o ímpeto. Nenhum inteiro, todos necessários. Faltava um naipe. Copas. O que observa, contém e julga controlar. O Naipe em Falta é esse quarto elemento. O autor entra em cena, deixa de fingir distância e aceita tornar-se matéria daquilo que escreve.
Três dias num hotel do interior, o mesmo quarto, uma câmara fotográfica, as personagens que insistem, o pensamento que não pára. o que emerge é confronto com o vivido e com a escrita. Fragmentário, contraditório, por vezes irónico ou absurdo.
O Naipe em Falta pode ler-se sem o anterior romance, Hotel La Solitude. Mas quem conhece os três narradores do primeiro livro vai encontrá-los aqui de outra forma. Não como ficção, mas partes de quem os criou.