Num cenário político e tecnológico inquietantemente próximo do nosso, O Futuro Anterior cruza ficção científica, reflexão filosófica e sátira política para inquirir se o presente, afastando-se do passado, não deverá ser concebido através de projeções do futuro.
Karel Löwenthal, acusado de terrorismo, está preso em Portugal e em greve de fome. Apoia-o Afrodite, deusa e amante. Num universo de tensões políticas na Terra, na Lua e em Marte, invisíveis gerentes do poder, entidades humanas ou divinas, ensaiam experiências de imortalidade, colonizações planetárias e reconfigurações da espécie homo sapiens.
Paralelemente, entre Bruxelas e os Açores, Homero Ambar, pintor sem talento, assiste, nos braços de uma amante com génio, ao início da chegada dos chineses à Europa. É entre ensinamentos de Buda e Mao que o Império do Meio projeta a nova engenharia política do mundo. Serve-lhe de modelo o Império Unificado de Marte, que edifica uma sociedade rigorosamente igualitária onde a liberdade individual foi sacrificada em nome do bem-estar coletivo.
Dos Açores e Pequim a Marte, sob os signos de Borges, de Philip K. Dick e da tradição clássica, O Futuro Anterior, território de política, fé, ciência e poder, combina intriga, reflexão e tensão narrativa.