"Morte em Veneza" de Thomas Mann | Bertrand Editora


Morte em Veneza


Sobre livro:
«O rosto pálido, de uma doce severidade, enquadrado por anéis de cabelo de um alourado quente de mel, o nariz direito, a boca graciosa, a expressão de gravidade adorável e quase divina, lembravam o momento mais nobre da escultura grega e, apesar da perfeição acabada da forma, os traços eram de um encanto tão pessoal, tão único, que o observador não se lembrava de ter encontrado, quer na natureza, quer na arte, obra-prima tão conseguida.»

Num romance que, nas palavras de Thomas Mann, trata da «paixão como desequilíbrio e degradação», Gustav von Aschenbach, escritor erudito e respeitável, é acometido por um insondável e turbulento impulso e viaja para Veneza à procura de uma trégua da angústia criativa que o aflige. É no átrio do seu hotel no Lido que observa pela primeira vez Tadzio, um rapaz excecionalmente belo que ali está hospedado com a família.

À medida que os seus dias começam a girar sobre um centro agora ocupado pelo rapaz, o espanto dará lugar à obsessão, num conflito silencioso entre ânsia e desejo, beleza e morte - e a busca por plenitude espiritual que o levou a Veneza transformar-se-á, afinal, na ruína do escritor.

Irremediavelmente fascinado, Aschenbach ver-se-á preso a esta cidade hipnótica, num momento em que a mesma sucumbe a uma epidemia de cólera que ele, cego pela sua fixação, não verá chegar.

Sobre autor:
Thomas Mann nasceu em 1875, na cidade alemã de Lübeck. A sua carreira literária iniciou-se de modo fulgurante em 1901, com a publicação de Os Buddenbrook. Seguiram-se-lhe obras como Tonio Kröger, A Morte em Veneza e A Montanha Mágica, entre outras, que lhe valeram a atribuição do Prémio Nobel em 1929. Em 1933, com a subida de Hitler ao poder, Mann mudou-se primeiro para a Suíça e depois para os EUA, onde ensinou na Universidade de Princeton e se naturalizou americano. São desta época obras como a tetralogia José e os Seus Irmãos, Lotte em Weimar e Doutor Fausto. Morreu em Zurique, em 1955.

Imprensa:
«O maior romancista alemão do século XX.»
The Spectator

«Provavelmente o maior dos romancistas alemães modernos.»
The New York Times

«Esta complexa obra-prima fin-de-siècle parece ecoar de forma inquietante a decadência destrutiva que em breve abalaria a própria civilização europeia.»
The Times

«A extraordinária novela de Mann revela-nos mais a cada leitura.»
The Guardian

«Um profundo e altamente complexo drama da psique humana.»
Financial Times

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