Sobre livro:Definido pelo próprio Guimarães Rosa como «autobiografia irracional», este romance usa como cenário o sertão brasileiro e os trilhos — «veredas» — que o gado vai sulcando no terreno árido, uma rede complexa de caminhos na qual é fácil perder o rumo — como na vida, como no mundo.
No centro da encruzilhada está Riobaldo, protagonista-narrador, jagunço feito fazendeiro, que vai desfiando as suas memórias a um interlocutor desconhecido enquanto faz a sua travessia, debatendo-se entre deus e o diabo, o bem e o mal, a luz e as trevas.
E dentro de Riobaldo está tudo: o amor, o sofrimento, a força, a violência e a alegria de todos os homens e mulheres. Porque «o sertão é do tamanho do mundo».
Com prefácio inédito de Clara Rowland, manuscritos, cronologia biográfica e, pela primeira vez em Portugal, a mítica capa do artista Poty Lazzarotto, criada em conjunto com João Guimarães Rosa.
Sobre autor:João Guimarães Rosa (1908-1967) nasceu em Cordisburgo, no interior de Minas Gerais. Numa entrevista de 1965, resume assim a sua biografia: «Sim, fui médico, rebelde, soldado. Foram etapas importantes de minha vida, e, a rigor, esta sucessão constitui um paradoxo. Como médico conheci o valor místico do sofrimento; como rebelde, o valor da consciência; como soldado, o valor da proximidade da morte...; e, para que isto não pareça demasiadamente simples, queria acrescentar que também configuram meu mundo a diplomacia, o trato com cavalos, vacas, religiões e idiomas.» Figura decisiva da literatura brasileira do século XX, publicou Sagarana (1946), Corpo de Baile (1956), Grande
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