Sobre livro:Outrora um brilhante advogado, oriundo de uma das famílias mais influentes de uma monótona cidade de província, Hector Loursat vive há duas décadas enclausurado na sua mansão, desde que foi abandonado pela mulher, que deixou para trás também a filha de ambos, Nicole, cuja educação ficaria entregue a uma criada. Pai e filha são perfeitos estranhos. Livre de amarras sociais, Loursat não se envergonha do desleixo que aparenta e não se coíbe de beber várias garrafas de vinho por dia. Vê o mundo lá fora através de uma lente embaciada e torpe.
Certa noite, ouve-se um tiro e, numa sala abandonada daquela casa enorme, um homem morre diante dos seus olhos. Quem é este intruso? A investigação policial que se segue revela segredos que abalam toda a cidade. Loursat decide quebrar o isolamento, sair do torpor e voltar a exercer, uma última vez, a advocacia, encarregando-se da defesa do acusado.
Em Os Intrusos, um dos seus mais aclamados romances, Georges Simenon analisa com mestria o esqueleto da solidão e o lento regresso de Hector Loursat à sua própria humanidade.
Tradução do francês de Inês Dias.
Sobre autor:Georges Simenon (Liège, 1903 - Lausanne, 1989) começou a sua carreira como repórter e autor de romances populares, que assinava sob vários pseudónimos. Em 1931, escrevendo pela primeira vez em nome próprio, publicou Pietr-le-letton, que apresentou aos leitores o célebre comissário da polícia parisiense Jules Maigret, personagem que revisitaria em romances e contos ao longo das quatro décadas seguintes, ao mesmo tempo que o conjunto mais vasto da sua obra, composto em especial por criações literárias que o autor apelidaria de romans durs - romances duros, porque de escrita exigente -, forjava a sua reputação como um dos escritores essenciais do século XX
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