Sobre livro:Um dos mais brilhantes romances psicológicos de Seicho Matsumoto, mestre incontestado do romance policial japonês.
A meio da noite, um carro despista-se e cai ao mar. Dos dois ocupantes, apenas Kumako Onizuka consegue escapar com vida. O marido, um viúvo rico com quem casara poucos meses antes, morre afogado.
Bela e de personalidade indomável, Kumako carrega um passado feito de pequenos crimes, ligações ao submundo de Tóquio e decisões difíceis. Quando se descobre que o marido tinha um seguro de vida milionário, a polícia, a imprensa e a opinião pública não hesitam: antes mesmo de o julgamento começar, já encontraram a culpada. Para todos, Kumako é a mulher fatal que arquitetou o crime perfeito.
Mas, no universo de Seicho Matsumoto, a verdade raramente coincide com a primeira impressão. À medida que um advogado determinado tenta separar os factos dos preconceitos, instala-se uma dúvida inquietante: estará a justiça prestes a desmascarar uma assassina fria e calculista… ou a condenar uma mulher vítima de uma narrativa construída pela sociedade?
Num dos seus mais subtis e perturbadores romances, o mestre japonês do noir psicológico constrói um retrato magistral do poder destrutivo da opinião pública, mostrando como os preconceitos e as aparências podem ser tão perigosos como o próprio crime.
Sobre autor:Nascido em 1909 em Fukuoka, no Japão, Seicho Matsumoto só publicou o seu primeiro livro aos 40 anos. Porém, rapidamente se tornou um dos autores mais consagrados e lidos na ficção policial, sobretudo por conciliar o lado mais negro do mistério com uma exploração minuciosa da natureza humana, sobre o pano de fundo do Japão depressivo do pós-guerra. Vencedor de vários prémios, entre os quais o prestigiado Akutagawa, deixou-nos uma vasta obra, em que predominam os romances e a ficção breve. Morreu em 1992.
Imprensa:«Um mestre da literatura policial.»
Financial Times
«Uma leitura ágil e instigante. No final, Matsumoto apresenta habilmente uma reviravolta filosófica: até onde estamos dispostos a ir na busca por uma verdade objetiva? E até que ponto a nossa perspetiva individual sobre a verdade se torna a nossa própria identidade?»
The Japan Times
«A Agatha Christie do Japão.»
The Sunday Times
«Uma novela concisa e aparentemente sincera, Suspeita, de Seicho Matsumoto, trata tanto do crime como da verdade, dos preconceitos humanos e das suas crenças.»
The Japan Times